| Percussão Árabe - Vitor Abud Hiar | |||||||||||
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| Dicas do professor de percussão libanesa Vitor Abud Hiar. De fato, muitas pessoas possuem dificuldades de compreender os rítmos árabes devido sua eminente complexidade.Se observarmos cuidadosamente cada ritmo, vamos observar que cada um possui um verdadeiro leque de variantes. Devemos ter conciência que além dessas variações, existe a possibilidade de se inserir no ritmo determinada improvisação. Logicamente isso só deve ser feito se o percussionista tiver boa familiarização com o ritmo que está executando. Outro dado de extrema importância que não posso deixar de aludir, é o que se refere ao que chamo de encaixe de ritmos, ou seja, quando se executar um solo que possua vários ritmos, o percussionista deve se preocupar com a continuidade ritmica, com o encaixe de um ritmo no outro. Isso se faz geralmente através da tabla ou derbakke. Esses encaixes rítmicos são feitos geralmente através de uma improvisação do próprio percussionista, e assim, o que antes era um solo dividido em ritmos distintos, se torna um bela melodia rítmica. Ao se executar um solo, deve-se evitar permanecer em um único ritmo base por muito tempo, principalmente se o solo está sendo executado para apresentações de bailarinas. A variação ritmica proporciona para quem dança a possibilidade de mostrar seus conhecimentos e habilidades na arte. Essa pluralidade rítmica deverá ser reduzida nos casos de apresentações de várias bailarinas em apresentações coreografadas. Deve-se evitar o abuso dos repiques ou enfeites. Eles devem ser inseridos no momento certo. O abuso nos repiques pode gerar certa confusão rítmica para quem dança ou até mesmo para que acompanha em outro instrumento de percussão. Devemos tocar sempre com o sentimento. Podemos assim enumerar os seguintes elementos que um percussionista deve Ter em mente: a- Evitar a monotomia de um único ritmo ( duplicidade ou pluralidade ritmica) b- Estabelecer o encaixe rítmico c- Evitar abusos nos enfeites ou repiques d- Deixar fluir os sentimentos nos solos executados. É elementar que os ritmos apresentados sigam um único compasso. Não importa qual seja o ritmo em transição nem mesmo qual sua velocidade. O mesmo compasso que se inicia um solo deve-se terminar. Compasso é a medida de tempo em uma música e em casos de enfeites e paradas deve se prestar atenção para não sair desse tempo. Se um percussionista desejar realizar um solo sob ritmos rápidos é só diminuir esse intervalo de tempo, agora caso desejar ritmos lentos, aumente esse intervalo. Assim , em considerações finais, é fundamental que cada percussionista deixe potencializar seu estilo próprio. Alguns são simples e agressivos, outro complexos. Descubra o seu estilo. Boa sorte !! VITOR ABUD HIAR Texto retirado do Site Arabic Tabla - 2001 |
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