Waldetaro Dias

Waldetaro Dias 2009®

Desde seus tempos de criança, Waldetaro sempre teve
grande admiração pela pintura.
Cada casa visitada com seus pais, ficava admirando os
quadros e seus pintores nas paredes. Talvez seu olhar atento, desde a
infância, possa explicar um pouco de suas habilidades para com a arte.
Quando adolescente foi para Poços de Caldas e lá
também continuava admirando a pintura. E foi lá, no Palace Hotel que em uma
exposição conheceu o pintor italiano de nome Dr. Luigi o qual deu as
primeiras lições de pintura a Waldetaro.
Logo depois, em São Paulo, passou alguns meses
visitando o Ibirapuera e lá teve maior contato com outros pintores e
sobretudo, maior conhecimento em arte. Seu amor pela arte foi tamanho que
filiou-se ao Museu de Arte de São Paulo como sócio ausente. Através de ampla
correspondência em postais com obras do MASP, doadas pelo jornalista Assis
Chateaubriand pôde ainda mais enriquecer seus conhecimentos como autodidata,
fazendo uma releitura e estudo das obras daqueles pintores como Henri
Tolouse Lautrec, Gericault, Picasso, Matisse, Rembrandt, Renoir, entre
outros.
Antes de retornar a Jacarezinho, visita uma loja
centenária de materiais de pinturas na Rua Libero Badaró, o Empório
Michelangelo e, com o dinheiro da venda de suas obras, conseguiu comprar
todo o material necessário que os grandes artistas utilizavam: espátula,
pincéis, paleta e cavalete portátil, caixa de pintura, fusains, telas, lápis
cera, entre outros.
Chegando de viagem, aproveitando que seus pais estavam
viajando, resolveu pintar seu primeiro quadro. Quando seus pais voltaram e
viram aquela obra pintada pelo próprio filho, ficaram muito surpresos, e não
acreditaram que tivesse sido feito por ele.
Waldetaro inicia-se na pintura. Primeiro com desenhos,
esboços em papel de embrulho, simples, porém com grande vocação à pintura.
Os familiares o apóiam. Iniciam-se as encomendas dos primeiros quadros.
Após pintar por encomenda, vai até a fazenda de um
amigo de seus pais em Campinas, onde passou dois meses dedicando-se apenas à
pintura. Pintou estábulos, animais pastando, entre outros motivos.
Waldetaro visita a 1ª Bienal de SP no Ibirapuera.
Então, desde aquele momento, não parou mais de pintar.
Passados uns anos, foi convidado pelo artista
modernista Eugênio de Proença Sigaud para ser seu aluno e assistente na
pintura da Catedral de Jacarezinho onde trabalhou com arte por três anos.
Muitos dos santos e anjos desta Catedral possuem a fisionomia de Waldetaro,
pois Sigaud assim o quis retratar para sempre nas paredes da Catedral, em
prova da amizade sincera que ali nascia. Talvez Waldetaro seja o único
aprendiz a conviver tanto tempo com a obra direta de Sigaud.
Depois disso, Waldetaro vai para o Rio de Janeiro e
visita o Museu de Arte Moderna. Faz a releitura de uma tela do grande
artista Almeida Júnior a pedido de uma encomenda. Também faz outras
releituras do artista Batista Castanheto, como "A Praia de Santa Luzia"
.
Também grandes mestres como Picasso, Portinari entre outros artistas estão
sempre presente na visão de Waldetaro Dias.
Mas qual o segredo da versatilidade de estilos
pintados por Waldetaro? A resposta é ter um dom de captar técnicas num
estudo aprofundado acerca de cada pintor.
Na Literatura Waldetaro também destaca-se como poeta.
Escreveu diversos livros e participou de diversas exposições em Minas, São
Paulo, Paraná e Rio de Janeiro. Não se sabe ao certo, mas possui um acervo
de cerca de 3000 quadros, espalhados em residências de amigos, parentes, bem
como do público apreciador da arte.
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