Até Quando o Boom é Bom?
por Wagner
Campodonio
Calma, não
queiram me estrangular por causa do título desta coluna... O que gostaria de
falar é sobre a nossa capacidade, enquanto micronação, de absorver a entrada de
um grande número de cidadãos, como tem ocorrido nas últimas semanas.
Temos diversas
empresas necessitando de funcionários, temos jornais precisando de jornalistas,
precisamos de cidadãos para ocupar os cargos recém oferecidos pelo Ministério
da Justiça, enfim, falta mão-de-obra em marajó. Depois desta colocação fica
fácil afirmar que a entrada de 50, 60 cidadãos é um fato a ser imensamente
comemorado (e eu comemoro sempre que chega mais novos cidadãos).
Porém, o que
devemos ter cuidado é em estabelecer mecanismos funcionais em nossa estrutura
administrativa afim de não tornar a chegada destas pessoas um caso traumático,
tanto para eles quanto para nós, e sim, tornar o início de cada
"vida" a mais prazerosa possível. Temos que possuir uma estrutura
segura, eficiente na absorção de novos marajoaras, para evitar que todos os
novos cidadãos fiquem perdidos durante muito tempo e caiam na inatividade,
aumentando o desemprego (apesar das vagas existentes) e o descontentamento
destes cidadãos com as micronações, em especial Marajó.
Para impedir que
o efeito Boom seja fato negativo para nós, é de fundamental importância que o
sistema econômico seja logo posto em prática (como vem sendo feito pelo Waldir,
em ritmo mais acelerado nestes últimos dias), que as Leis estejam completas e
ativas, com pessoas capacitadas para executá-las assim que for necessário e que
o Ministério do Trabalho e Integração Social continue e amplie os trabalhos com
os tutores, fortalecendo assim laços entre os "veteranos" e o
"calouros".