Cidades de Marajó: Passado, Presente e Futuro.
Por
Wagner Campodonio
Nadeb é a capital de Marajó, tem a maior
população, grandes empresas, moradores ilustres, opções de lazer, de estudo e
muito mais. O que falta para que Nadeb seja mais valorizada pelos seus próprios
moradores? Seria um site atualizado, apenas? Ou então um jornal com as últimas
notícias daquela metrópole marajoara? Acho que isto é pouco para Nadeb, que
após a Grande Crise de Marajó está conseguindo obter um desenvolvimento rápido,
mas sem sustentabilidade alguma, pois não há nada que assegure esta tendência em
Nadeb. Todo este momento mágico que Nadeb vive, e que já viveu em outras épocas
de ouro, poderá ser matéria de recordação para a Sociedade Histórica de Marajó
se não houver programas governamentais de qualidade.
E Jaruara? Bom, Jaruara era a cidade com maior cerscimento populacional, era a
cidade com os maiores e melhores clubes de futebol micronacional, era a capital
da cultura com Museus, Zoológicos, Empresas, Jornais, Universidades, era a
cidade com o maior potencial turístico, devido às suas belezas naturais
ressaltadas em poemas datados da época em que éramos um Principado. Mas... O
que restou? Restou muito pouco daquela maravilhosa Jaruara, que tenta se
reerguer aos trancos e barrancos, apesar de ainda ser a 2ª maior cidade
marajoara, mas faltou algo crucial para que tudo aquilo que outrora foi
motivo de orgulho mantivesse latenta no cotidiano dos jaruaras. Faltou atenção
por parte do Governo Federal, ou então pode-se dizer, faltou um Governo
Estadual...
Akewere, Apurinã e Kayabí sofreram os mesmos problemas de insustentabilidade
que as duas maiores cidades de Marajó, por isto que defendo uma mudança em
nossa sociedade, valorizando mais a base, desde os municípios até o aspecto
federal. Esta mudança nos garantiria as conquistas presentes possam estar
incrementadas na sociedade que nos espera dentro de pouco tempo.