Ausência de Judiciário ativo + Leis Defasadas = Pizza

por Wagner Bacciotti Campodonio

 

Com um forte cheiro de pizza no ar, o julgamento do Dr. Fernando Troni Stone, Ricardo Mirante e Cláudio Lima foi encerrado esta semana pelo Senado Federal (sim, não há um sistema judiciário ativo em Marajó ainda...). Pode parecer estranho que eu esteja escrevendo isto, pois sou Presidente do Senado, então, subentende-se que se a justiça não puniu os réus, eu teria grande parcela da culpa (apesar do processo ter iniciado antes da minha entrada no Senado, após minha vitória em uma Eleição Complementar).

 

Porém, um cidadão inteirado sobre as leis marajoaras, perceberia facilmente que o crime praticado pelos réus Troni Stone e Mirante, ou seja, o crime de paplismo, é encarado apenas como crime grave em nossa querida República... Crime grave este que, em Marajó, resulta no máximo em uma suspensão da lista e perda dos diretos políticos por alguns dias. Mas o agravante e que revolta a alguns cidadãos é o fato de nem mesmo esta punição ser possível aos 2 condenados.

 

Acontece que não há impedimento legal em Marajó de que o réu saia desta micronação e migre para outras durante o andamento do processo. E foi o que aconteceu com o ex-marajoara, e agora normando, Fernando Troni Stone. Com sua emigração, e com a falta de tratados diplomáticos entre ambas micronações sobre extradição de criminosos, Troni Stone conseguiu se safar de qualquer tipo de punição legal em Marajó. Um verdadeiro exemplo de impunidade, que deverá servir de lição para os futuros Senadores marajoaras. Sobre Ricardo Mirante, este pediu desligamento antes do caso ser iniciado pelo Senado, portanto, comparando-se ao caso do Troni Stone, menos mal...

 

Caberá aos próximos Senadores engajarem-se pela reforma constitucional, abrangendo uma imediata revisão de todas as leis marajoaras, evitando-se assim que novas pizzas sejam preparadas e servidas ao povo marajoara.

 

E mais, caberá ao próximo Governo da República de Marajó uma solução a não existência do sistema judiciário marajoara, onde nem mesmos os advogados conseguem manter a Ordem dos Advogados Marajoaras ativa... Um problema de longa data em Marajó, mas que nunca foi encarado como prioridade pelo governo, e nunca foi exigido pela população, que nestes momentos deveria tornar-se mais participativa e ajudar Marajó a encontrar as soluções, pois problemas causados pela falta do judiciário aivo em Marajó já foram, e continuam sendo, locais de conflitos intermináveis...

 

Wagner Bacciotti Campodonio presidente do Parlamento Marajoara, Embaixador Marajoara em Chuberry e Ministro do Trabalho e Integração Social da República de Marajó

 

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