E o futuro, a quem pertence?

 

O atual modelo de sociedade, baseada no consumo e exploração meramente desenvolvimentistas, cujas agressões ao meio ambiente não são levadas em conta para nossa própria sobrevivência, já está resultando em frutos um tanto amargos para a população mundial.

 

Os últimos acontecimentos, se não estão previstos explicitamente na Bíblia, entre as grandes pragas, com certeza já eram discutidos por cientistas ligados ao meio ambiente, pelo menos desde a década de setenta, do século passado.

 

Quem um dia imaginaria ver incêndios colossais, capazes de destruir cidades inteiras, a exemplo do que está acontecendo na Califórnia, EUA? E aqui no Brasil, os cada vez mais comuns incêndios florestais, devastando toda a flora e fauna de grande parte dos Parques Nacionais, APA's (Áreas de Proteção Ambiental), Florestas Nacionais, e demais unidades de conservação? Apenas este ano, o prejuízo (impagável) acumula-se a passos acelerados. A esses fatos infernais, as possíveis explicações passam desde mudanças climáticas, como aquecimento global, até práticas de manejo agroflorestais realizadas de forma irresponsável, como as queimadas.

 

O noticiário nacional, há algumas semanas, não pára de retratar a briga entre os grandes produtores de grãos e os ambientalistas. Tudo por causa de uma tecnologia, promissora, porém sem estudos mais profundos sobre seus impactos na saúde das pessoas e no meio ambiente. Trata-se dos alimentos transgênicos, ou seja, alimentos modificados geneticamente para serem resistentes a pragas, durarem por mais tempo, e outras vantagens assinaladas pelos interessados em sua implantação. Já os ambientalistas argumentam que o plantio desses alimentos pode modificar toda a cadeia alimentar da região em seu entorno, e também pode causar câncer nas pessoas. nada cientificamente comprovado, mas também nada prova em contrário... Já diziam os mais antigos, que peixe morre pela boca...

 

E falando em peixe, com os alimentos transgênicos cada vez mais presentes, talvez este seja um dos únicos alimentos que nos restará em abundância e qualidade. Ledo engano... Graças a pesca descontrolada de alguns espécimes, que são a base da cadeia alimentar marinha (sardinha, por exemplo), a previsão é de que a capacidade de suporte marinha está em seu limiar, ou seja, que a escassez de peixes não é nenhum pesadelo, e pode se tornar realidade em poucos anos.

 

Muitos poderiam ser os exemplos de que o planeta Terra está correndo perigo. E que o futuro dela, e especialmente o da população humana, será tenebroso. Derretimentos da calotas polares, enchentes nas grandes cidades, aumento do desemprego, criminalidade, tráfico de animais, escassez da água, crise energética (especialmente a elétrica), reservas de petróleo chegando ao fim em alguns anos, falta de moradias, subnutrição, guerras, drogas, lixo nas grandes cidades, poluição atmosféria... Sinal de que apenas o desenvolvimento, da forma como é feito no momento, não deve servir de modelo para a sociedade. É necessário um desenvolvimento sustentável, observando as variantes sociais, culturais, políticas e ambientais.

 

Políticas governamentais e ações práticas da sociedade civil estão se fazendo presentes em maior número nos últimos anos, e muitosa spectos negativos estão sendo revertidos, o que nos fornece esperança de que o nosso futuro ainda tem chances de ser o que sonhamos. Mas é preciso que cada um, inclusive você que está lendo esta matéria, faça alguma coisa. Por mínimo que seja, e todos tivessem uma conscientização ambiental e do seu papel na sociedade, as coisas poderiam ficar ainda melhor.

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