1 - Boa tarde, D . Wagner Campodonio. O senhor será oficializado como Primeiro-Ministro do Reino em breve, após a vitória de seu partido esquerdista, o PST, nas eleições açorianas. Qual será sua primeira medida assim que chegar ao Palácio do Governo Nacional?

Boa tarde, é um prazer ceder esta entrevista para este renomado veículo de informação, que prezo muito. Assumir este cargo de Primeiro-Ministro dos Açores é motivo de grande felicidade para mim, como micronacionalista, e uma chance de continuar e melhorar ainda mais o bom governo social-trabalhista, já que neste último semestre o Reino Unido dos Açores teve um forte ritmo de crescimento. A primeira medida é manter os projetos e iniciativas do executivo que considero que vêm se saindo bem, buscando melhorar seus detalhes e sempre contando com o apoio e participação popular. E ainda, modificar a forma de atuação em outras áreas, que não se desenvolveram como esperávamos, mas que com os ajustes necessários, acredito que os Açores vão progredir ainda mais, se destacando de vez no cenário intermicronacional.

 

2 - Vossa Graça foi um dos cidadãos vitais para a retomada da atividade no Reino, ocorrida nos últimos seis meses. O que VG tem a dizer sobre os Açores que VG encontrou quando entrou no país e os Açores de agora? O país melhorou ou piorou , e em que?

O que encontrei quando cheguei nos Açores foi uma micronação vibrante, em plena retomada de atividades, através do empenho do ex-Premier, D. Eduardo Levante e dos incansáveis D. Waldir Rezende e D. Vicente de Córdova. Nestes últimos 6 meses, inúmeros projetos foram iniciados, e grande parte destes projetos foram concluídos, o que dá muita alegria para qualquer cidadão açoriano. Mas os Açores enfrentam um problema, que aliás é comum a TODAS ás outras micronações lusófonas, que é a falta de mais cidadãos ativos, e que se agrava sobremaneira no período de fim de ano. Portanto, a situação atual é que temos um excelente "material humano", muito capacitado e que se identifica muito com os Açores, alguns cidadãos importantes passando por problemas macronacionais, e muitos projetos a ponto de serem iniciados, outros a serem concluídos. Posso dizer que a nação, enfim, melhorou de lá para cá. Percebo que amadureceu mais um pouco, embora ainda haja um longo trecho a ser percorrido (e para isso, o papel do atual Senado Real será fundamental para o futuro da nação).

 

3 - O PST governa os Açores há 2 anos , tendo tido D. Eduardo Levante como Premiê após a saída de Francis Lauer do país. O governo do seu antecessor foi marcado pela ausência do chefe de Governo, que foi notada várias vezes, tendo inclusive prejudicado a data das eleições deste ano, com o atraso na sanção da Emenda que dispunha sobre o funcionamento do parlamento açoriano. VG vai ser um Primeiro-Ministro que deixará o governo solto, como fez D. Eduardo Levante, ou será mais presente, cobrando resultados, orientando os Ministros?

Queira me desculpar, mas tenho que discordar totalmente do posicionamento apresentado na elaboração desta questão, no que se refere a influência, ou não, do executivo nestas últimas eleições. A Emenda em questão foi sancionada tão logo foi votada e aprovada pelo Senado Real. A priori, nem sequer devíamos falar em atraso, já que nunca houvera uma data pré-estabelecida para que a eleição ocorresse. mesmo assim, o motivo da "demora" da mesma se realizar, foi a longa, e muito proveitosa, discussão travada pelos Senadores. Quanto ao papel que muito certamente deverei realizar, frente ao cargo que estou preste a assumir, será de coordenador das atividades dos ministros. Gosto muito da gestão participativa, construída com a opinião de todos os ministros e inclusive da população.

 

4 - VG não acha que terá a legitimidade do seu governo questionada, tendo em vista a baixíssima participação popular nas eleições, por terem sido realizadas no final de ano?

A legitimidade se faz presente, desde quando o processo eleitoral foi realizado de forma democrática. E além do mais, os eleitores que comparesseram à "urna" proporcionaram uma esmagadora vitória do PST sobre o partido rival, como uma incontestável prova da aprovação popular a respeito do trabalho que vem sendo realizado pelos social-trabalhistas e também pela aprovação aos nomes dos candidatos do PST.

 

5 - O que o seu governo fará para auxiliar as províncias e regiões açorianas? Ilha Bela será beneficiada, por ser governada por um colega de partido do senhor, ou não haverá distinção ?

Como ministro do Interior, procurei estimular a regionalização de todas as formas, e apesar de Ilha Bela ser governada por um correligionário, ela obteve a mesma atenção que as demais regiões que já apresentavam um nível de desenvolvimento. Acontece que o processo de regionalização não depende apenas do empenho do governo central. Vai além disso. Ele depende da participação popular e das decisões do governo local. Se sobressairão aquelas regiões que tiverem maior competência por parte de seus governantes e um sentimento de pertença/identidade do povo. Neste novo governo, na medida que os Açores for apresentando sinais de crescimento e necessidade e porte para um processo de regionalização, todas elas irão receber os estímulos necessários para o crescimento ordenado, se caracterizando num processo cíclico favorável.

 

6 - Como Ministro do Interior, VG fez um bom trabalho na tutoria de novos cidadãos, e alguns dizem que tal fato foi o que salvou o governo de Eduardo Levante, marcado pela ausência do mesmo.  Qual será a política de integração de novos cidadãos do governo Campodonio? Os senadores social-trabalhistas já têm alguma lei pronta sobre o assunto ?

A política de integração será a mesma do governo que está se encerrando por agora. É claro que procuraremos fazer alguns ajustes e tentar melhorar a integração e ativação dos cidadãos inativos, embora essas duas coisas dependem muito do entendimento e disponibilidade dos cidadãos que chegam. Os Senadores do PST, com certeza, deverão se empenhar muito para que a integração se faça presente e ampliada, na medida que o executivo precisar. Porém, espero que esta nova legislatura do Senado Real funcione como uma verdadeira Constituinte, já que os Açores necessitam avançar muita nessa área.

 

7 - Neste dois anos de governo do seu partido, qual foi a principal falha do governo?

A principal falha foi iniciar muitos projetos, pois agora, com a inatividade de alguns cidadãos importantes, muitos deixaram de serem finalizados. Uma das metas do meu governo será organizar os projetos pendentes e avaliar sobre a possibilidade de concluí-los com qualidade. Não que novos projetos deixarão de ser iniciados, mas vou orientar para que os projetos novos tenham alguma interação com os existentes, e assim, fazer com que os Açores perceba o quão grandiosa é nossa estrutura e riqueza social, histórica e cultural.

 

8 - O gabinete ministerial já está formado? O senhor vê necessidade de mudança no quadro de Ministérios?

O gabinete já está sendo pensado, e assim que estiver concluído, com as confirmações dos cidadãos e seus cargos, o mesmo será amplamente divulgado. Não vejo necessidade de mudanças drásticas, pois como diz o ditado popular, em time que está vencendo, não se muda. As mudanças que ocorrerão, no primeiro momento, serão de ajustes-fino, pois entendo que o executivo açoriano vem funcionando bem. Mais pra frente, com a ajuda do Senado, pretendo modificar um pouco na estrutura do executivo, de modo a agilizar a atuação dos ministros.

 

9 - Qual será a prioridade de seu governo?

A prioridade é a valorização do cidadão açoriano, através de muito trabalho nas áreas sociais e culturais, com a conclusão e início de projetos importantes. Quem faz os Açores são os açorianos, principalmente, e nada mais justo de que o povo seja prioridade do meu governo.

 

10 - Considerações finais.

Agradeço mais uma vez a oportunidade pela entrevista, e concluindo, desejo à todos um Feliz Natal, e um Ano Novo de muitas conquistas para todos nós, tanto na vida micronacional, quanto na macronacional.

 

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