
Paixão e Ódio
nos Açores
PARTE UM
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Imagem da tranquila Açores.
Tudo ia bem na tranquila Açores, com um clima cordial entre todos seus moradores e muito trabalho em união. Competições pessoais existiam, é verdade, mas nada que fosse além de algumas discussões com vozes alteradas, mas que sempre terminavam numa mesa de bar, ou alguma pizzaria qualquer...
No Palácio do Atlântico, residência do Rei Rezende I, as coisas estavam indo às mil maravilhas. Muitos convidados celebravam a retomada de crescimento da nação, inclusive ilustres convidados estrangeiros.

D. Waldir celebrando o crescimento açoriano
O que não estava nada bem, mas não era comentado abertamente pelos presentes na festa, era o atrito que estava ocorrendo entre 2 nações tão ligadas históricamente, mas que ficavam trocando farpas diplomáticas. E a presença do Duque de Faro Jorge Guerreiro estava, inevitavelmente, causando um certo mal estar. Os açorianos começaram a perceber então, que alguma coisa ruim estava por acontecer.
No dia seguinte a festa, a bomba! O jornal Humorista, do editor Wagner Campodonio, circula por todos os cantos micronacionais, com seu humor ácido e ao mesmo tempo que agradava a todos, tendo Portugal & Algarves como tema da edição. O jornalista Nilton Pitombeira, maior estrela do jornal com sua Coluna Social, detentor de um humor sarcástico, não economizava nas palavras. Jorge Guerreiro sofreu como nunca se viu antes... Waldir Rezende ficou preocupado com mais incidentes diplomáticos por causa do jornal, mas não deixou de dar boas gargalhadas.
Mas Pitombeira era respeitado, e Wagner não o censurava... Ele podia escrever o que bem entendesse, que nunca seria rechaçado por isso. E além do mais, todos sabiam que Pitombeira virava um animal violento quando contrariado, além de ter uma "direita" famosa nos tempos da UniAzores... Mas não era bem assim... nos corredores dos palácios açorianos, nas ruas e até nos conventos, Pitombeira começava a ser cada vez mais questionado, chegando ao ódio. Ninguém declarava, mas era sentimento e desejo geral de que alguém calasse Pitombeira.
Silenciosamente
um movimento de censura começava a se formar nos Açores. Alguns, vacilantes,
deixavam escapar esse sentimento, após alguns copos de cana-brava. Foi o caso
do diálogo entre Marcelo Botelho e Eduardo Levante,
no Bar Lusitânia:
- Duda, já não aguento mais aquele safado! Não acredito como ele tem coragem de continuar naquele jornal, porque de tanto ele me azucrinar, inventando bobagens, eu... eu... ai, ai... não sei não...
- E você está nervoso? E eu então? O cara tá mesmo passando dos limites... As vezes ele é engraçado, mas dizer que meu nome é Deitante ao invés de Levante foi de doer... agora, todos na inha rua só me chamam de Deitante...
- Duda, o negócio é colocar o Wagner contra a parede... ou ele cala a boca daquele Pitombeira, ou o bicho pega pro lado dele...
- É verdade!

D. Eduardo sentado no Bar Lusitânia, se desabafando com Botelho.
Wagner
Campodonio sentia a pressão popular cada vez mais intensa. Alguns telefonemas
mais exaltados o deixou perturbado, e então ele resolveu chamar Pitombeira
para conversar:
- Grande Nilton! Meu amigo, vou direto ao assunto... acho que devemos maneirar no Humorista... o pessoal já está começando a não gostar... e estão ficando irritados comigo por não maneirar sua palavras... ehehehhee sabe como é... eu não queria, estou meio a contra-gosto... mas vou ter que conferir sua coluna antes de ser publicada.... cara, sinto muito...
- Não acredito que você tem o desplante de vir me dizer uma coisa dessa! cadê a liberdade de imprensa?
- Não... não... calma Pitombo...
- Calma o cacete! Além de ganhar uma mixaria, não ter uma secretária boazuda e sim aquela velha banguela e bafenta trabalhando comigo, você ainda quer que eu me acalme?
- Mas Nil... POW!!! (Lá se vai mais um golpe de direita de Pitombeira...)
Depois do murro, Wagner se levante e dispara o contra-golpe, que deixa Pitombeira zonzo, quase cai, mas num lance rápido, deu uma rasteira em Wagner e acertou-lhe um chute na perna... Wagner não teve mais reação, e Pitombeira vai embora vitorioso...
No dia
seguinte, no jornal, Wagner estava já escrevendo a demissão de Nilton, mas sua
secretário o lembrou da multa milionária caso o contrato fosse rescindido. Como
Wagner já não estava bem de finanças, tendo que trabalhar até mesmo de
consultor esportivo para times pequenos dos Açores, não teve outra coisa por
fazer. Tinha que esperar o contrato terminar, e assim despedir o maluco
Pitombeira...
A notícia da briga foi longe, e nos quatro cantos dos Açores se ouviam comentários desses tipos:
* "Se fosse eu, tinha matado o safado do Nilton era na hora. Até hoje não perdôo o safado ter escrito sobre minha ex, dizendo que ela me deu um chapéu com chifres como presente..." (Roberto Carybé mostrando seu revólver calibre 22 para Lucas Bleicher)
* "Pitombeira tem que levar o que merece... ele já passou dos limites... todo dia ele passa por mim e dá risadas irônicas. Não entendo até hoje do que se trata. Estou ficando neurótica com isso já... tenha dó!!!" (Analice Andrade)
* "Depois
dessa briga, acho quetudo o que Wagner queria na vida era que o Pitombeira
desaparacesse do mapa da Terra... se ele quiser ajuda, estou as ordens...
ahahahahhaha Afinal... ehehehhehe tenho que treinar meus golpes mortais com
alguém.... ehehheheheh" (Lothar
Puttkamer)
Para Pitombeira, era como se nada tivesse acontecido, e lá estava ele, na sua escrivaninha, fazendo mais uma matéria pro jornal Humorista... e desta vez, mais bem humorado do que nunca, afinal, ele se sentia imbatível, imortal!!!
Pitombeira
se achava nas nuvens, e resolveu sacanear até mesmo com o Rei e o Príncipe de
Santa Maria!!! Vejam um trecho da matéria:
"Aqui estou eu de novo, para trazer as notícias sociais dos
Açores. para começar, vamos falar do nosso Rei. Ele andou reclamando que a foto
dele estava feia na última edição do Humorista, então, vamos fazer justiça e
divulgar a verdadeira foto de D. Waldir:

D.
Waldir na verdade é um bicentenário micronacionalista, e que está no
micronacionalismo desde que os emails eram mandados por potentes máquinas XT. Para
que todos possam ter idéia, o livro de memórias dele já está na página 1347.
Eitcha memória boa do véio! :o)
E
depois de criar o microGolfe, organizar o futebol açoriano e o Rally dos Açores,
D. Vicente já prepara mais novidades pra galera! Vem aí, o mais novo esporte
açoriano: O e-Boxe, vulgarmente chamado de e-Bufa ou
e-Peido.

Essa
matéria foi um estopim de revoltas por todo o Reino! Dezenas de pessoas foram
até o Palácio do Atlântico questionar a autoridade dos nobres açorianos. Waldir
Rezende ficou, a princípio, estático. Tão vaidoso, não acreditou na difamação
que Pitombeira fazia ao divulgar a foto de um velhote como se fosse sua. "Logo
eu, que tenho fãs por todo o micromundo e que vendo meu corpinho como ninguém.
Tomara que não acreditem naquele mentiroso. Logo eu!!! Eu que me amo tanto de
tão bonito que sou... smack, smack..." pensava e se beijava
desesperadamente D. Waldir...
D. Waldir em pessoa foi até a redação do jornal Humorista tirar satisfação. Era uma questão de ego ferido. Questão de moral jogada na lama... questão de honra daquele que nunca poderia ter sido humilhado daquela forma, principalmente num meio de comunicação de massa.
D. Wadir chegou espumando de raiva... parecia um cão ferido, doido pra encontrar Pitombeira e tirar satisfações. Nos corredores, D. Waldir encontrou um colega de Pitombeira, o Breno de la Brecha, que disse que Pitombeira estava no segundo andar. Breno ficou assustado com a cara de sanguinário de D. Waldir, e nem se atreveu a perguntar no que ele poderia ser útil... resolveu sair dali rapidinho...
(continua na próxima parte... aguardem!!!)
E AÍ, GOSTOU DA PARTE UM DA MINI-SÉRIE??? FALTAM SÓ TRÊS AGORA..........
JÁ TEM IDÉIA DE QUEM SERÁ O ASSASSINO DE PITOMBEIRA???
NA PARTE DOIS, MUITO MAIS ESTÁ POR VIR... AGUARDEM!!!!!!!