
Paixão e Ódio
nos Açores
PARTE TRÊS
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No capítulo de hoje, os fatos anteriores a morte de Nilton
Pitombeira. Prestem muita atenção nos relatos dos capítulos anteriores e nos
fatos que serão apresentados hoje. Descubra quem matou Pitombeira e os demais
detalhes deste intrincado caso policial, que envolve amor
e muita raiva nos Açores.
* * *
Quarta-feira,
14 de julho de 2004. Os comentários no Reino Unido dos Açores continuavam
fortes sobre "como calar Pitombeira?". Afinal, muitos
"podres" estavam, e poderiam ainda ser revelados... Quem tinha algum
rabo-preso ou algum segredo humilhante estava, mais do que nunca, com a cabeça
a mil de preocupação...
Depois de
tantos comentários e conflitos pessoais nas últimas semanas, Nilton Pitombeira
nem parecia se abalar.
Nete dia,
Pitombeira passou o dia inteiro em casa, com seus 2 únicos amigos pessoais no
país. Sr. José Arcádio Buendia e Sr. Giancarlo von
Zeni. Os três sempre se reuniam na casa de Pitombeira para jogar
bilhar, e também vez ou outra para tratar assuntos de negócios. Mas, que
negócios seriam esses, ninguém sabia dizer. Pitombeira tinha muito dinheiro,
morava numa casa de luxo, muito próximo da residência real, além de 2 carros
novos na garagem. Mas com seu salário de jornalista, era difícil entender como
ele conseguia tantas coisas assim... Uns diziam que era porque Pitombeira era
totalmente "unha-de-fome", e ajuntava cada níquel que ganhava. Outros
diziam que Pitombeira tinha tanto dinheiro graças aos enigmáticos negócios com
os senhores Buendia e von Zeni.
No início
da tarde, Pitombeira recebe um telefone de Dona Analice Andrade, que Giancarlo
von Zeni, curioso como ele só, ficou escutando. Abaixo, reproduzimos parte
desta conversa, segundo von Zeni (apenas falas do Pitombeira):
- Olá
Srta. Analice. Que honra receber um telefonema de tão ilustre açoriana! (com a cara corada de felicidade)
- Sim,
estou bem. Estou com alguns amigos em casa... sabe como é, né... ehehehhee (sorriso de orelha à orelha)
- Não,
não... ehehhehe
- Sim,
pode ser. (depois
de um suspiro profundo)
(pausa de
uns 2 minutos)
- Não
acredito! mas por quê???? (aspecto assustado, sem entender nada do que está acontecendo!)
- Sim,
srta. Analice, infelizmente, essas coisas sempre acontecem assim... (nitidamente decepcionado)
- Ok.
estarei esperando ele, e a srta também, se puder.
- Não,
não se reocupe, sei me cuidar... e a cara feia dele não me assusta! (com raiva)
- Então
se puder ir lá, acho que seria uma boa...
Pitombeira
desliga o telefone e volta pra sala. Giancarlo pergunta quem era, e ele
responde:
- Era a
srta. Analice.
- E o
que ela queria uma hora dessa? Ela virá para cá? - Diz Buendia
- Não,
não virá. Vou me encontrar com ela e com um informante hoje a noite, assim que
eu sair do jornal. E teremos uma surpresa amanhã na edição do Humorista. Vc vai
adorar Buendia.... ahauhauahauhauahuahuahauhauhauahuahua
- Se
for o que imagino, vai ser ótimo!!! ahahahha - Buendia também ri a ponto de
chorar...
- Nossa
que suspense - diz
Giancarlo
- Nada
demais.. apenas,
coisas de Pet... ops... er.. apenas coisas da.. do... Do Castelo do Rei... ela
como chanceler tem "news" quentes pro jornal...
-
Sei... - Diz
Giancarlo meio desconfiado...
No final da
tarde, Giancarlo se despede, e diz que encontrará Pitombeira na redação do
jornal, mais tarde, para concluir os negócios ainda pendentes... Pitombeira
ficou bastante preocupado, a ponto de Buendia perguntar a ele do que
se tratava, mas ele não sabia o que era...
Já era
noite. Nilton Pitombeira caminha em direção ao jornal Humorista, e com passos
apressados. Isso pois Pitombeira acabara de receber uma mensagem em seu
celular. Era Wagner, editor do jornal, alertando-o sobre seu
atraso para entregar a Coluna Social, e que se ele não chegasse a tempo, "o
bicho ia pegar" pro lado dele. Era 20:22 h...
Noite fria
e mais escura do que o normal nos Açores, neste dia 14 de julho... um silêncio
nada comum, comparando-se com os últimos dias de intensas festas.
Apenas alguns carros passando a alta velocidade, e poucas pessoas se
aventurando nas desertas e escuras ruas açorianas...
20:44h. No
caminho, Pitombeira encontra-se com srta. Lilith, que estava acopanhada de
seus seguranças, como se estivesse esperando pelo jornalista. Lilith estava
nitidamente alterada, querendo saber o que é que Pitombeira tinha contra ela,
que nunca tinha feito nada contra ele. Pitombeira simplesmente, num tom de voz
áspero, respondeu:
- Srta.
Não lhe devo satisfações! boa noite!
E seguiu
em frente. Lilith, contrariada, gritava no meio da rua que "isso não iria
ficar assim!!!" Pitombeira deu-lhe as costas e partiu, ainda mais
apressadamente...
Chegando no
jornal (21:14h), Pitombeira não consegue entrar. A porta estava trancada, e
seria necessário entrar pela porta lateral. Ao virar a esquina, um susto! Um
carro sai em disparada, sem placa e com vidros fumê, numa arrancada de cinema.
"Seriam assaltantes?" Pensou Pitombeira.
O
jornalista entrou na redação (21:29h), e como pela porta lateral não seria
possível ir pelo elevador, o jeito era correr e subir mesmo pelas escadas...
foi o que fez Pitombeira.
(21:42h)
Chegando no seu andar, o jornalista se depara com uma misteriosa pessoa,
elegantemente arrumada. Confiram o diálogo:
- Boa
noite seu salafrário! Estive lhe esperando por horas...
- Ei,
você por aqui?
(o relógio
da parede marca 21:45h)
- Se
assustou? Não entendo porque... logo vc que sabe tanto das coisas... o que se
passa nos corredores, nos bares, nas escadarias...
- Não,
não sou advinho. E vc sabe que minhas fontes são fortes, são quentes. Não sei
qual seu medo!
(nesse
momento, um barulho de aparelho caindo e se quebrando no chão é ouvido, vindo
da direção da sala de Pitombeira)
- Quem
está lá dentro? (pergunta
já assustado o jornalista)
- Não
sei... não sou uma pessoa advinha também...
- Vou
lá ver...
(Pitombeira
entra na sala, e tenta acender a luz, mas logo ao entrar, recebe uma forte
pancada na cabeça, e desmaia).
- Será
que morreu? (pensa
em voz alta a elegante pessoa)
Minutos
depois (22:05h), ouve-se o corpo de Pitombeira rolando pela escadaria da
redação do jornal Humorista. Sua sala, toda revirada. Seu celular,
propositadamente quebrado. Seu computador, teve o HD arrancado e disquetes
queimados. Sua agenda queimada. Suas roupas foram revistadas, e toda anotação
jogada fora. No lixo, apenas recados, aparentemente nada demais. Na
escrivaninha, somente anotações de fontes, e um esboço da próxima coluna
social, onde figuravam os nomes de Elisa Pantheé, Waldir, Vicente, Lothar, e, é
claro, de Giancarlo. Mas as matérias estavam incompletas, mas tudo foi
arreancado, e queimado.
As 23:34h,
chega Analice acompanhada de D. Eduardo e Lucas Bleicher. Tentaram entrar na
redação, e acabaram entrando pela porta lateral. Viram o corpo estendido de
Pitombeira que... ainda estava vivo... !!!! (23: 37h)
Dona
Analice pediu para que Eduardo e Lucas chamassem a ambulãncia. Somente Lucas
foi. (23:39h) Eduardo disse que ia telefonar para a polícia. Do lado de fora,
ele tentava falar com o delegado Janjão Durão. Analice ficou preocupada, e
subiu até o escritório de Pitombeira para ver se achava algo. (23: 43h) Analice
retorna, ve que Lucas e Eduardo não retornaram ainda. Retorna correndo para o
escritório telefonar para a ambulãncia. Eduardo volta para dizer que não
conseguiu falar com delegado Janjão. Não encontra ninguém, além de Pitombeira
no chão, fica lá uns minutos e depois vai correndo pro orelhão. (23: 52h)
Lucas retorna gritando que chamou a ambuancia. Foi falar com Pitombeira. Minutos
depois saiu entristecido. Pitombeira morreu!!!! (23:59h)
(00:03h) D.
Waldir aparece caminhando na rua ao lado da redação do Humorista, com ar
perocupado graças ao avançar das horas, mas fica mais tranquilo ao
encontrar a srta Lilith (sem seus seguranças). Ambos se assustam, mas não
comentam o estranhamento desse encontro numa hora dessa... e percebendo a
movimentação na redação do jornal. D Waldir comenta:
- Essa
edição vai ser a melhor!
- Oras,
logo vc que não gosta da coluna do Pitombeira! - Diz Lilith
- Mas
não disse Pitombeira... estou me referindo ao Esportes On Line... eu não sou
doido de falar no Pitombeira uma hora dess... ops... não sou louco de falar
sobre ele... vc sabe que não nos damos bem...
- Oh...
com certeza... ato falho Waldir?
-
Não... por que seria?
- Nada
não...
- Mas
esqueçamos isso, vamos lá ver o que está acontecendo - diz Waldir. (ambos chegam no local
do assassinato as 00:12h)
(00:04h)
Wagner Campodonio sai da redação do jornal apressadamente. Vê a movimentação na
entrada lateral, mas está tão cansado graças a correria para concluir o jornal,
que prefere ir embora.
(00:08h)
Rafael Navarro Cintra chega no local do crime, dizendo que já ficou sabendo da
notícia. Analice e Eduardo se entreolham, estranhando como é que ele ficou sabendo
tão rápido... sentindo que ficou um clima mais tenso ainda com sua chegada, ele
tenta mudar de assunto:
- Que
cheiro estranho é esse no ar?
- É
veneno, não é? -
Pergunta Lucas.
- Sim,
é veneno! E vem dali, daquele pano!!! - Diz Rafael.
- Mas
esse pano está jogado no canto, longe do corpo. Não tem nada a ver, Ele morreu
com a queda - Diz
Waldir.
- Mas
como vc sabe que ele caiu, Waldir? - Pergunta Lilith.
- É só
ver pelos machucados dele, oras - Waldir suando frio...
-
Gente, vamos parar de conversa mole e vamos ao que interessa. Ptombeira
morreu!!! Vcs perceberam isso!?!?!?! - Gritava Analice, estérica.
-
ahahahhahahahahha
- Está
rindo do que, Eduardo.
- Nada
não... só dessa situação toda... todos nós aqui... uma hora dessas... aliás,
cadê o Janjão???
E a polícia
chega (1:22h), e o delegado Janjão Durão pede para que todos se afstassem que
seriam feitos os exames. Janjão anota o nome de todos que estão ali.
Momentos
depois chega D. Vicente e Lothar, vindos de direção opostas, querendo saber
detalhes da tragédia.
Marcelo
Botelho ficou sabendo do que houve, segundo o mesmo, após o meio dia do dia
seguinte. Da mesma forma, por relatos dos mesmos, Roberto Carybé e Jorge
Portugal só souberam do assassinato através do jornal Humorista, assim
como Buendia, Elisa e os demais turistas.
O delegado
Janjão Durão já estava preocupado com a vida de Nilton Pitombeira, e muitas
vezes dava conselhos para tomar cuidado com sua própria vida. Pitombeira
recusava seguir os conselhos e tb não gostava da idéia de andar com
guarda-costas. Deu no que deu..
Janjão
Durão agora vai ter muito trabalho para descobrir o assassino, e fazer pagar
pelo erro, seja lá da forma como for...
(continua na próxima
parte... aguardem o FINAL!!!)
FALTA SÓ UMA PARTE
AGORA..........
FINALMENTE SERÁ DESVENDADO
O NOME DO ASSASSINO DE NILTON PITOMBEIRA!!!!!
E VC, JÁ TEM IDÉIA DE QUEM
SEJA???