Paixão e Ódio

nos Açores

 

PARTE SEMI-FINAL

(AAAÊÊÊÊ...)

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Alguns dias se passaram, e até o momento o assassino de Nilton Pitombeira continua se safando, impune e dando gargalhadas pelo sucesso de plano. Pelo menos até então...

 

Depois das conversas com os suspeitos Wagner Campodonio, Vicente de Córdova, Eduardo Levante e Giancarlo von Zeni, o delegado Janjão Durão conseguiu informações e pistas importantes, que começavam a esclarecer o caso. E após o interrogatório na delegacia com esses quatro suspeitos, o delegado Janjão Durão estava cada vez mais no encalço do dito-cujo.

 

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De porte dos dados obtidos nos recentes interrogatórios, o delegado Durão fez mais interrogatórios, fechando o cerco e obtendo informações preciosas. Foram interrogados Lilith Marise, Waldir Rezende, Miss Ilha Bela, Elisa Pantheé, Rafael Navarro Cintra, Lothar Puttkamer, Enéas (o vigilante) e Lucas Bleicher.

 

Vejam como ficou o resumo do relatório do delegado, logo após os interrogatórios e observações sobre os suspeitos:

 


* Dona Lilith estava com evidentes marcas roxas nos braços, e com um comportamento forçosamente normal. Mas percebi que ela desviava o olhar dos meus, e quando eu tocava no nome de D. Waldir, ela ficava irritada e com tendência ao contra-ataque verbal. Ela afirmou que no dia do crime ela estava viajando, e que não lia o jornal Humorista. Ela disse que só conheceu Pitombeira numa festa, e nem sabia que ele era jornalista e tão polêmico. Sobre os boatos de que ela estaria tendo um romance com Pitombeira e com D. Vicente ao mesmo tempo, ela negou veementemente, e ficou muito, mas muito irritada em saber desse boato.


* D. Waldir Rezende esteve durante todo o momento do interrogatório com um sorriso irônico, apesar de aparentar muito cansaço e uma olheiras profundas. Chegou a comentar que se algum dia ele cometesse uma loucura de vir a matar alguém, ele estava protegido por Deus. Em algumas frases, ele parava no meio da reflexão, por uns 4, 5 segundos, olhava para cima, e retomava se perguntando onde tinha parado. Waldir insistia em acusar Dona Lilith em alguns momentos, mas depois acusou, por umas 3 vezes, sr. Wagner Campodonio, e no final do depoimento, disse que Yuri Zanoni também poderia ter sido o mentor da morte do "maldito" Pitombeira. Perguntado onde ele estava na hora do crime, D. Waldir disse que estava passeando com Dona Lilith pelas ruas próximas.


* Miss Ilha Bela não compareceu. Mandou uma carta se explicando, dizendo ainda estar muito abalada e passando por acompanhamento médico. Na carta, ela estranhamente dizia acreditar na inocência de D. Vicente e de Wagner Campodonio.


* Elisa Pantheé compareceu, mas dizia estar apressada para uma reunião no Ministério da Cultura com o reitor Wagner Campodonio, da UniAzores. Disse que só poderia estar por 30 minutos no interrogatório. Durante todo o interrogatório, dizia não saber de nada. Afirmou que estava fora dos Açores no dia do assassinato.


* Rafael Navarro Cintra não compareceu, e não foi encontrado em nenhuma parte do Reino. Informações de vizinhos dizem que o mesmo desapareceu já tem alguns dias.


* Lothar Puttkamer teve o maior tempo de interrogatório. Confirmou que Dona Lilith estava no dia do assassinato com D. Waldir, na redação do jornal Humorista. Disse que chegou minutos depois de Pitombeira morrer, e que achou estranho que a polícia tenha sido chamada, e a ambulância não. Ele disse que na hora da morte do jornalista estava saindo do aeroporto vindo do exterior e indo em direção a cidade. Lothar disse que Ilha Bela foi vista num quadra próxima a redação do jornal, junto a uma outra pessoa, mas que ele não identificou porque a mesma estava na penumbra. Lothar disse que não sabia que Pitombeira corria risco de vida, mas que sabia da polemicidade de suas matérias. Completou dizendo que Dona Analice Andrade estava com uma agenda, onde se lia na capa "Coluna Social".


* Enéas (o vigilante) estava com medo de depor. Mas a polícia garantiu sua segurança caso ele contasse tudo o que viu no dia do assassinato. Enéas começou dizendo quem entrou e saiu no dia da morte de Pitombeira, lá da redação do jornal durante o horário comercial. Segundo Enéas, entraram no prédio 11 pessoas: Wagner Campodonio, D. Waldir Rezende, Jorge Portugal, Breno de la Brecha, Lilith Marise, Miss Ilha Bela, Giancarlo von Zeni, Henrique Rabelo, Analice Andrade, Eduardo Levante e Vicente de Córdova. Ele só viu 5 pessoas saírem do prédio, mas ele disse que se ausentou durante uns 40 minutos, quando foi ao banheiro, e mais uns 30 minutos quando estava no estacionamento ajudando Dona Lilith Marise a trocar de pneu do carro. Então, saíram do prédio: Jorge Portugal, Breno de la Brecha, Lilith Marise, Miss Ilha Bela, Henrique Rabelo, Analice Andrade e Eduardo Levante. Enéas disse que o sr. Vicente de Córdova carregava uma lata que fedia muito, e que ele questionou sobre o que era, e ele disse que era tinta pro jornal. D. Waldir, quando entrou no prédio, estava muito nervoso, e "nem boa tarde deu". parecia hipnotizado! Já o sr. Henrique Rabelo entru normalmente, mas ao sair, aparentava estar muito apressado e nem se despediu das pessoas que estavam na portaria no momento. Enéas disse ainda que o horário de trabalho dele vai somente até as 18:00h e que não viu mais nada.


* Lucas Bleicher chegou atrasado, e estava muito nervoso. Disse que não tinha nada a acrescentar, e que tudo o que ele iria dizer, somente com a presença de um advogado. Negou todas as perguntas, recusou-se a entrar em detalhes sobre onde ele estava no dia do assassinato.

 


 

Os interrogatórios foram rápidos, mas muito proveitosos. Algumas contradições foram observadas nos depoimentos, mas com tantas informações coletadas, não era mais necessário chamar os senhores Roberto Carybé, Marcelo Botelho, Yuri Zanoni, Analice Andrade e José Arcádio Buendia, pois com as informações obtidas, o delegado Janjão já tem como dizer, finalmente, quem é o assassino do jornalista Nilton Pitombeira.

 


A polícia açoriana, representada pelo delegado Durão, foi extremamente competente na resolução desse mistério, e em apenas alguns dias já conseguiu desvendar o o que houve naquela terrível noite, os motivos que levaram ao assassino cometer o crime e de que forma o mesmo ocorreu.

 

Finalmente a população dos Açores e de todo o mundo micronacional agora poderá ficar tranquila!!!

 

E você, que acompanhou esse caso desde dias antes da morte de Pitombeira, até as investigações do delegado Janjão Durão, já é capaz de dizer quem matou Pitombeira? As pistas foram lançadas, depimentos foram divulgados, e os motivos que poderiam levar o culpado a cometer o assassinato já foi dito.

 

Será que vc seria capaz de descobrir o responsável pelo assassinato, assim como fez a polícia açoriana?


 

Na próximo capítulo, saiba QUEM MATOU PITOMBEIRA!!!!

 

 

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