
Paixão e Ódio
nos Açores
PARTE SEMI-FINAL
(AAAÊÊÊÊ...)
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Alguns dias se passaram, e até o momento o assassino de Nilton
Pitombeira continua se safando, impune e dando gargalhadas pelo sucesso de
plano. Pelo menos até então...
Depois das conversas com os suspeitos Wagner Campodonio, Vicente de
Córdova, Eduardo Levante e Giancarlo von Zeni, o delegado Janjão Durão
conseguiu informações e pistas importantes, que começavam a esclarecer o caso.
E após o interrogatório na delegacia com esses quatro suspeitos, o delegado
Janjão Durão estava cada vez mais no encalço do dito-cujo.
* * *
De porte
dos dados obtidos nos recentes interrogatórios, o delegado Durão fez mais
interrogatórios, fechando o cerco e obtendo informações preciosas. Foram
interrogados Lilith Marise, Waldir Rezende, Miss Ilha Bela, Elisa Pantheé, Rafael
Navarro Cintra, Lothar Puttkamer, Enéas (o vigilante) e Lucas Bleicher.
Vejam como
ficou o resumo do relatório do delegado, logo após os interrogatórios e
observações sobre os suspeitos:
* Dona
Lilith estava com evidentes marcas roxas nos braços, e com um
comportamento forçosamente normal. Mas percebi que ela desviava o olhar dos
meus, e quando eu tocava no nome de D. Waldir, ela ficava irritada e com
tendência ao contra-ataque verbal. Ela afirmou que no dia do crime ela estava
viajando, e que não lia o jornal Humorista. Ela disse que só conheceu
Pitombeira numa festa, e nem sabia que ele era jornalista e tão polêmico. Sobre
os boatos de que ela estaria tendo um romance com Pitombeira e com D. Vicente
ao mesmo tempo, ela negou veementemente, e ficou muito, mas muito irritada em
saber desse boato.
* D.
Waldir Rezende esteve durante todo o momento do interrogatório com um
sorriso irônico, apesar de aparentar muito cansaço e uma olheiras profundas.
Chegou a comentar que se algum dia ele cometesse uma loucura de vir a matar
alguém, ele estava protegido por Deus. Em algumas frases, ele parava no meio da
reflexão, por uns 4, 5 segundos, olhava para cima, e retomava se perguntando
onde tinha parado. Waldir insistia em acusar Dona Lilith em alguns momentos, mas
depois acusou, por umas 3 vezes, sr. Wagner Campodonio, e no final do
depoimento, disse que Yuri Zanoni também poderia ter sido o mentor da morte do
"maldito" Pitombeira. Perguntado onde ele estava na hora do crime, D.
Waldir disse que estava passeando com Dona Lilith pelas ruas próximas.
* Miss
Ilha Bela não compareceu. Mandou uma carta se explicando, dizendo
ainda estar muito abalada e passando por acompanhamento médico. Na carta,
ela estranhamente dizia acreditar na inocência de D. Vicente e de Wagner
Campodonio.
* Elisa
Pantheé compareceu, mas dizia estar apressada para uma reunião no
Ministério da Cultura com o reitor Wagner Campodonio, da UniAzores. Disse que
só poderia estar por 30 minutos no interrogatório. Durante todo o
interrogatório, dizia não saber de nada. Afirmou que estava fora dos Açores no
dia do assassinato.
* Rafael
Navarro Cintra não compareceu, e não foi encontrado em nenhuma parte
do Reino. Informações de vizinhos dizem que o mesmo desapareceu já tem alguns
dias.
* Lothar
Puttkamer teve o maior tempo de interrogatório. Confirmou que Dona
Lilith estava no dia do assassinato com D. Waldir, na redação do jornal
Humorista. Disse que chegou minutos depois de Pitombeira morrer, e que achou
estranho que a polícia tenha sido chamada, e a ambulância não. Ele disse que na
hora da morte do jornalista estava saindo do aeroporto vindo do exterior e indo
em direção a cidade. Lothar disse que Ilha Bela foi vista num quadra próxima a
redação do jornal, junto a uma outra pessoa, mas que ele não identificou porque
a mesma estava na penumbra. Lothar disse que não sabia que Pitombeira corria
risco de vida, mas que sabia da polemicidade de suas matérias. Completou
dizendo que Dona Analice Andrade estava com uma agenda, onde se lia na capa
"Coluna Social".
* Enéas
(o vigilante) estava com medo de depor. Mas a polícia garantiu sua
segurança caso ele contasse tudo o que viu no dia do assassinato. Enéas começou
dizendo quem entrou e saiu no dia da morte de Pitombeira, lá da redação do
jornal durante o horário comercial. Segundo Enéas, entraram no prédio 11
pessoas: Wagner Campodonio, D. Waldir Rezende, Jorge Portugal, Breno de la
Brecha, Lilith Marise, Miss Ilha Bela, Giancarlo von Zeni, Henrique Rabelo,
Analice Andrade, Eduardo Levante e Vicente de Córdova. Ele só viu 5
pessoas saírem do prédio, mas ele disse que se ausentou durante uns 40 minutos,
quando foi ao banheiro, e mais uns 30 minutos quando estava no estacionamento
ajudando Dona Lilith Marise a trocar de pneu do carro. Então, saíram do prédio: Jorge
Portugal, Breno de la Brecha, Lilith Marise, Miss Ilha Bela, Henrique
Rabelo, Analice Andrade e Eduardo Levante. Enéas disse que o sr. Vicente
de Córdova carregava uma lata que fedia muito, e que ele questionou sobre o que
era, e ele disse que era tinta pro jornal. D. Waldir, quando entrou no prédio,
estava muito nervoso, e "nem boa tarde deu". parecia hipnotizado! Já
o sr. Henrique Rabelo entru normalmente, mas ao sair, aparentava estar muito
apressado e nem se despediu das pessoas que estavam na portaria no momento.
Enéas disse ainda que o horário de trabalho dele vai somente até as 18:00h e
que não viu mais nada.
* Lucas
Bleicher chegou atrasado, e estava muito nervoso. Disse que não
tinha nada a acrescentar, e que tudo o que ele iria dizer, somente com a
presença de um advogado. Negou todas as perguntas, recusou-se a entrar em
detalhes sobre onde ele estava no dia do assassinato.
Os
interrogatórios foram rápidos, mas muito proveitosos. Algumas contradições
foram observadas nos depoimentos, mas com tantas informações coletadas, não era
mais necessário chamar os senhores Roberto Carybé, Marcelo Botelho, Yuri
Zanoni, Analice Andrade e José Arcádio Buendia, pois com as informações
obtidas, o delegado Janjão já tem como dizer, finalmente, quem é o
assassino do jornalista Nilton Pitombeira.
A polícia açoriana, representada pelo delegado Durão, foi
extremamente competente na resolução desse mistério, e em apenas alguns dias já
conseguiu desvendar o o que houve naquela terrível noite, os motivos que
levaram ao assassino cometer o crime e de que forma o mesmo ocorreu.
Finalmente a população dos Açores e de todo o mundo
micronacional agora poderá ficar tranquila!!!
E você, que acompanhou esse caso desde dias antes da morte de
Pitombeira, até as investigações do delegado Janjão Durão, já é capaz de dizer
quem matou Pitombeira? As pistas foram lançadas, depimentos foram divulgados, e
os motivos que poderiam levar o culpado a cometer o assassinato já foi dito.
Será que vc seria capaz de descobrir o responsável pelo assassinato,
assim como fez a polícia açoriana?
Na próximo capítulo, saiba
QUEM MATOU PITOMBEIRA!!!!