PAINEL ECONÔMICO
Comunidade Livre de Pasárgada
Icária, domingo, 23 de março de
2004
Edição 03 - Ano I
Editorial
Aconteceu em Pasárgada
Tour MicroEconômico
Artigo: Micronacionalismo: uma
"obrigação" diária? (Raphael Stone Garcia)
História da Economia Micronacional: Plano Tupi - a implantação
Artigo: Falando de economia (Bernardo de
Alvarenga)
O Leitor Comentou
Economia Global: Dirceu diz que
modelo econômico é "perverso", mas prevê crescimento
Editorial
O assunto que toma conta de Pasárgada é
a disputa política, num intenso clima pré-eleitoral. Assim, a discussão
sobre economia acabou ficando com menos destaque, com reflexo direto na
atividade interna do MEcon (Ministério da Economia) e do CDE (Conselho de
Desenvolvimento Comunitário).
Mas o Painel Econômico não pára, e está
aqui para sempre estar colocando em discussão os assuntos ligados a economia
micronacional.
Temos um artigo escrito por Raphael
Stone Garcia, destacando se o micronacionalismo deve ser encarado como um hobby
ou como uma obrigação, sob a ótica de uma eventual implantação do sistema
econômico monetarizado em Pasárgada. E no outro artigo, escrito por Bernardo de
Alvarenga e publicado originalmente na lista nacional de Pasárgada, no dia
29/01/04, está bem clara a forma como se pretende implantar a monetarização,
numa reflexão que pode ajudar a exterminar muitas dúvidas.
Uma boa leitura à todos!
Aconteceu em Pasárgada
Plano de Governo da CorPAS (destacando os trechos
ligados a economia)
Governo José Paulo de Siqueira/CorPas "Rumo à
Renovação"
- Princípios Básicos do Plano de Governo:
* Reforma Cantonalista, que ampliará a autonomia cantonal
* Integração com as nações da Comunidade Lusófona
* Incentivo ao Empreendedorismo e à Iniciativa Privada
* Consenso nacional em matérias sensíveis
* Diálogo aberto com a Chancelaria
* Fomento à projetos da Sociedade Civil
* Apoio à criação da Identidade Cantonal
* Parcerias Público-Privadas.
- Áreas prioritárias a serem enfocadas:
* Amplo debate popular e técnico sobre a monetarização, com ênfase para a
monetarização sem conversibilidade, porém sem descartá-la
* Estímulo ao Empreendedorismo
* Estimulação de atividades intercantonais
* Integração do Governo e da Chancelaria
* Reforma Legislativa
* Marketing Externo da Nação
* Apoio ao desenvolvimento do constitucionalismo da nação.
- MEcon
* Elaborar um amplo debate entre a sociedade cívil e seus órgãos, sobre
a monetarização
* Buscar, junto ao MINFRA, o desenvolvimento de tecnologia que viabilize a
monetarização
* Conclusão sobre o modelo à ser implantado e, em conjunto com o MJ, codificar
a legislação, mirando-se no projeto sem conversibilidade
* Manter a publicação de um jornal voltado para a economia.
Tour MicroEconômico
Porto Claro
Artigo
Micronacionalismo: uma "obrigação" diária?
Escrito por Raphael Stone Garcia
Na última edição deste jornal, o
liberal Bruno Cava tentou - embora sem sucesso mas de forma bem inteligente,
como de costume - mudar o foco da discussão do campo econômico micro para o
macro, especialmente retratando a Conversibilidade ao invés da economia em si,
do plano formado e aplicado ao micromundo e seus reflexos à longo e curto
prazo.
Pois bem, vamos às suas
"respostas" pois um novo assunto toma forma, a Conversibilidade e
seus reflexos imediatos, coisa que não abordei na outra coluna por esperar
momento mais oportuno. "Não há pobres no micromundo", verdade, pobres
realmente não existem mas, o que tal fato influi na economia micro? O colunista
Cava tenta explicar que, se todos possuem dinheiro para bancar tal hobby,
teriam para participar de uma eventual conversibilidade... nada mais incorreto!
Nem todos, mesmo bancando o hobby, tem condições reais de gastar ainda mais
grana para manter site entre outras coisas, além disso, porque uma economia,
completa e estruturada, para apenas manter um site?
Corremos o perigo de criar classes
sociais apenas para manter um site? De fato temos hoje no micromundo algo
parecido com classes sociais mas, diferentemente da formação clássica de
classes (onde há necessidade de diferenças não-naturais entre os homens,
tais quais o dinheiro), estas possuem uma mobilidade fantástica. Estas classes
se baseiam apenas na atividade do indivíduo, em sua atividade, sua presença,
sua influência. É inegável que em Pasárgada, cidadãos como Bruno Cava, Felipe
Aron e outros, formam uma classe superior, pois são ativos e influentes, já
outros cidadãos que pouco aparecem, formam classes inferiores e menos
importantes (ainda que com importância, nem que seja apenas
numérica). Ainda assim há a total possibilidade de um
cidadão ascender na escala social tornando-se influente e importante mas
com uma eventual monetarização isso seria impossível ou, sendo menos radical,
muito difícil. A economia é um divisor, forma classes fixas, com pouca ou
nenhuma mobilidade social, cria diferenças e a eterna luta de classes que até
hoje inexiste no micromundo! Temos classes mas por opção, por assim dizer,
ou por capacidade de se manter conectado e etc....
Esta "capacidade de se manter
conectado" por exemplo, pode derrubar o exemplo de Bruno Cava de
que não existem pobre, de fato, mas cada um tem condições diferentes, uns
tem conexão a cabo, outros não, uns tem mais tempo, outros tem pouco e,
além de se verem reféns das classes inerentes ao micronacionalismo, ainda
terão que sofrer com as novas, que serão criadas pela
monetarização. Atrelado a isso, ainda temos um fator importante,
a conversibilidade é apenas a ponta do iceberg da monetarização, a fase
inicial e não o todo. A Conversibilidade daria o passo inicial para a
diferenciação da sociedade. Devemos nos lembrar que muitos cidadãos são
"alicerçando" e não tem condições de contribuir, outros simplesmente
podem não querer e outros podem, ainda, não ter condições para
tal. O que fazer? quem puder contribuir sairá já na frente da
monetarização, já terá mais que os outros e tudo isso apenas para manter site?
Fazer camisas? Carteirinhas?
Bem, não nos esqueçamos de mais alguns
fatos, o paplismo pode ter saído de moda mas temos todo dia de conviver com a
possibilidade de surgirem novos paples, como então sustentar uma
conversibilidade numa sociedade tão insegura? Além disso como se mexer com
dinheiro e dar dinheiro para pessoas que nunca de fato conhecemos? A
conversibilidade esbarra no fator confiança, não podemos ter 100% de certeza da
idoneidade de ninguém, a não ser aqueles que de fato conhecemos de longa data
mas é possível a todos conhecer os 60 ou 70 cidadãos
pasárgados? Temos cidadãos ativos em uma semana e inativos em outra, como
exigir (exigir na forma subjetiva, por favor) que este doe algum dinheiro? A
todo tempo temos gente saindo e entrando, bem, são "n" fatores que
vão contra a conversibilidade... Se a monetarização em si é péssima, imaginem a
conversibilidade!
A desculpa antiga de que quem não
quiser entrar na conversibilidade não precisa não cola mais, é claro que a
pessoa que ficar de fora se sentirá discriminada e diminuída e Marx já dizia
que não devemos jamais nos sentir diminuídos ou inferiores perante nada ou
ninguém... Mas a conversibilidade traria um fator inferioridade, traria uma
diferenciação nociva, formaria o grupo dos que tem dinheiro para contribuir e o
dos que não tem... Classes, pois! Outra desculpa comum, a da comparação com o
futebol micro, bem, é simples, o futebol não está nem perto de ter a integração
na sociedade que uma monetarização teria!
O futebol influi em 20-30 porcento
da população, talvez um pouco mais porém a monetarização seria assunto
corrente, seria oficial, discussões acaloradas sobre o tema seriam constantes,
compra e venda de tudo, crises, compra de votos (pensemos grande e a longo
prazo) corrupção..... É a realidade! A monetarização teria tentáculos maiores
que o futebol, seria assunto de Estado, do cotidiano, de influências mil, não
estamos falando de um esporte que pode facilmente ser ignorado e sim um assunto
de Estado de proporções gigantescas! Dantescas porque não!
De fato não é válido o argumento de que
seria "complicado" aplicar um sistema econômico, o que é válido são
os reflexos que este, atrelado à uma conversibilidade, trariam: classes,
divergências, inferioridade, corrupção, bugs.... Micronacionalismo é um hobby
que nos dá prazer, sentiríamos algo assim sendo "inferiores",
tendo que nos sujeitar à uma classe dominante sem poder se mover até ela, ou
sequer sentiríamos prazer em saber que somos explorados no macro e agora
seremos no micro? Exploração sim, pois o trabalho - para conseguir dinheiro
para contas, impostos e compras diversas - seria obrigatório e não mais
prazeroso.
Você não mais procurará aquele trabalho
que lhe diverte e sim àquele que melhor lhe pague ou aceitará qualquer um na necessidade
de ter dinheiro para suas necessidades básicas. Logo, as classes inerentes do
Micronacionalismo agiriam como instrumentos de pressão pois, se você não é
ativo ao extremo ou não pode acessar todo o tempo teria mais dificuldades de
arranjar trabalho ou um ainda um que fosse de sua preferência, por fim, teria
consequentemente menos grana, menos oportunidades de consegui-la ou de fazer
algo que realmente nos dê prazer.... O dono de uma empresa teria a
possibilidade de explorar a mão-de-obra, pagar menos quando, porventura, o
trabalho escasseasse.... Em resumo: Não há futuro na
monetarização/conversibilidade, apenas o trabalho exploratório, classes e
desigualdades.... Abram uma cadeia, se tornem agiotas, explorem.... Viva o
futuro!
CONVITE
Participe do jornal Painel Econômico você também!!!
Escreva um artigo sobre
economia micronacional
e mande para nós: robertobarreto77@yahoo.com.br
História da Economia Micronacional
Plano Tupi - a implantação
Depois de 3 meses de paradeiro na lista
nacional de Marajó sobre o sistema econômico, o Plano Tupi volta com força
total nas discussões em Marajó (abril de 2000).
O ministro da Economia, Waldir Rezende,
anunciou a implantação oficial do Plano Tupi e a criação da OLEE (Organização
Lusófona de Estudos Econômicos), onde diversas micronações serão convidadas a
discutir sobre economia micronacional, partindo-se como base a trajetória do
Plano Tupi. De acordo com Waldir, a OLEE surgiu para "dividir todo o
conhecimento e tecnologia utilizada no processo de implantação do Sistema
em Marajó para que, num futuro próximo possamos operar dentro de um mercado
comum".
Vale lembrar que Waldir já tinha sido
presidente da Liga Latina, que outrora foi criada com o mesmo objetivo que a
OLEE, e fracassou.
Mas a população de forma geral não
reagiu bem a notícia oficial do governo, onde muitos dizem que a economia
micronacional é uma utopia, assim como a paz micronacional. Foram tantas idas e
vindas, que mesmo com o anúncio oficial, o que prevaleceu entre os cidadãos
marajoaras foi a lei de São Tomé (só acreditam vendo...).
Apenas em junho/2000, depois de muita
insistência do governo marajoara em converncer que agora o Tupi seria realmente
uma realidade, é que os resultados práticos começaram a acontecer. O Banco
Central é um sucesso, onde praticamente todos os marajoaras já tinham aberto
uma conta corrente e realizavam movimentações financeiras cotidianamente.
O comércio marajoara se adaptou a nova
realidade, e diversas iniciativas que prezavam a monetarização foram criadas.
Um exemplo foi o Bolão Marajoara, versão micronacional da Loteria Esportiva.
Além disso, as empresas discutem com seus funcionários e com o governo o valor
dos salários e as taxações apropriadas.
Agradecemos a Bruno Crasnek pelo envio de preciosas informações.
Artigo
Falando de Economia
Escrito por Bernardo de Alvarenga
Monetarização:
Para quê?
Muitos
micronacionalistas contrários à idéia da monetarização citam-a como
desnecessária. A monetarização traria uma adição de complexidade
desnecessária à nossa micronação, poderia trazer desigualdades já existentes no
mundo macro, as quais, supõe-se, estamos tentando evitar.
A visão
contrária é que a monetarização é apenas um passo a mais na nossa simulação. Da
mesma forma que temos governo, empresas privadas, leis, dentre outros, teríamos
uma simulação monetária. Outrossim, em uma micronação sem honrarias como a
nossa, a monetarização pode servir para recompensar aqueles que mais se dedicam
em uma forma mais, digamos, "concreta" ou "costumeira."
Observemos
que esta questão é um pouco mais profunda do que parece. Ela vai no âmago do
nosso hobby: o que é micronacionalismo? quais suas propostas?
Monetarização:
Dinheiro como corrupção
Muitos temem
que o dinheiro corromperá mais ainda as pessoas. A competição trará eventos
infelizes como aqueles que ocorrem no Futebol Micronacional, em que pessoas
criam paples para melhorar seus times.
A resposta é
simples: o poder também não corrompe? Estamos da mesma forma suscetíveis.
Como um
adendo e uma resposta àqueles que tacham o futebol micronacional como
"criador de pessoas corruptas", respondo que àquela prática é apenas
um lugar onde uma pessoa potencialmente corrupta realiza esse potencial. E
resistir às tentações não é fácil: qualquer técnico mais engajado já pensou em
tomar atitudes questionáveis (e ouso dizer que nem o Remus escapa dessa
hehehe). Aliás, tiro do futebol uma lição: agora melhor entendo o quão fácil é
cair em tentação em uma simulação de esporte, imagine no jogo político macro?
Monetarização:
Criador de desigualdades
Aqueles
contrários à monetarização também argumentam que a monetarização criará classes
e desigualdades entre elas. Duas versões distintas à essa pergunta calham, mas
antes é preciso reforçar algumas coisas:
- Classes JÁ
existem: cidadão ativos, semi-ativos e inativos. Os ativos têm óbvios
benefícios, como o favorecimento quando da escolha de funcionários do governo
(preconceito e favorecimento dos ricos?), o poder de influenciar decisões além
do voto (poder aquisitivo determinando atitudes do governo?), etc. Ou seja,
estes cidadãos usufruem mais plenamente de sua cidadania, da mesma forma que cidadãos
macro aumentam seus direitos e poderes (no mínimo aquisitivos) com o aumento da
sua renda.
-
Homogeneidade: o micronacionalismo é constituído por um grupo seleto de
pessoas, com status social e econômico semelhantes. Todos têm basicamente as
mesmas oportunidades e, digamos, o mesmo "ponto de partida." Claro,
você pode não ser um Arantes em webdesign, um Balla em programação,
um Cava em oratória (o que pode ser benefício seu hehe) ou um Ravasco
em poesia, mas você certamente tem potencialidades.
Agora, SE a
monetarização for voluntária, não faz nem sentido debatermos esse ponto:
os que participam da monetarização a fazem voluntariamente e
estão plenamente cientes do potencial que a simulação tem de criar
desigualdades.
Entretando,
SE a monetarização for obrigatória, aí entra o desafio. O
micronacionalismo, entre outras definições, já foi categorizado como
laboratório de experiências sócio-políticas. Ou seja, será nosso desafio
fazer com que disparidades não ocorram e que, quem sabe, as já existentes
desapareçam. Certamente o sistema e as políticas monetárias serão
alteradas de acordo com a filosofia de uma maioria, e a falha do sistema em
geral a adoção de outras políticas poderá nos dizer algo não só sobre a
economia micronacional, mas como sobre a economia macro, alterando
inclusive posições que outrora tínhamos (o que, pelo que vi pelas diversas
opiniões, pode ser bem possível).
Monetarização:
Voluntária ou não?
Este é um
dos temas mais delicados, e talvez o mais importante deles. Na minha opinião, o
sistema econômico não pode ser voluntário. Por quê? Oras, como garantir adesão
ao mesmo se estarei recebendo os mesmos benefícios sem nele participar?
Esta adesão
pode ocorrer de forma natural. O escambo foi paulatinamente substituído pela
monetarização da mesma forma. Por exemplo: eu estou certo que, a distribuição
de mão-de-obra sendo esta em Pasárgada, o trabalho da Polygon Media é
extremamente importante e deve, portanto (simples princípio de demanda e
oferta, o qual, aqui no micronacionalismo e provavelmente em um mundo
socialista/comunista, não podemos escapar), valer mais. Sendo assim, eu digo à
Polygon que, SE ela fizer o website, digamos, do meu jornal, eu colocarei
propaganda da empresa 100x - ou seja, a coisa não é 1 por 1. Com o tempo, eu
darei a ele 100 liras pasárgadas ao invés de 1, e ele faz com essas liras o que
bem entender.
Um outro
problema que vem à tona com este exemplo é a necessidade de reciprocidade, que
não é tão clara no micronacionalismo. Tornando ao exemplo, estou certo que a
Polygon ficaria contente em, por exemplo, criar um sítio para o Tribuna
Popular, porque sabe que o tempo será bem investido, ao contrário de um sítio
para o jornal da APM - Associação Pagã de Moços, já que sabe-se que o último se
encontra inativo. A Polygon provavelmente recusará o pedido do último:
"para que perder o precioso tempo que tenho?" Ou seja, (hum... acabei
de perceber isso, epifânia! hehe), as empresas se apóiam mutuamente, o sistema
financeiro só serviria para concretizar este apoio.
O problema é
que nossa sociedade já é muito mais avançada que a sociedade do escambo e,
principalmente, possui governo. Sendo o governo uma das principais indústrias
da nação, um sistema econômico teria que ser obrigatório, porque senão o
governo não pode adentrá-lo (por representar o povo).
Outro
problema é que não estava em nosso "contrato social" previamente
estabelecido a existência de um sistema econômico efetivo, o que torna a tarefa
ainda mais complicada. Começar uma economia micronacional em uma nova
micronação, portanto, seria bem mais fácil.
Conversibilidade:
Para quê?
A resposta à
esta pergunta tem bases não só práticas como ideológicas. Pasárgada sempre se
orgulhou em evitar o virtualismo. Todos os trabalhos da micronação se baseiam
nas necessidades da mesma. Nossa nação precisa angariar recursos para manter
seu território. Nossa economia pode até ser necessária para uma troca mais
justa de serviços, mas por que não utilizar esta mesma economia para servir
como base para a auto-sustentação da nação? Esta conversibilidade coloca
o trabalho e a contribuição (em reais) à micronação dentro de um mesmo sistema,
como deveria ser, ainda que, propôs-se e deixou-se claro, o trabalho deva valer
mais E quem vier com desculpa de desigualdade econômica entre os vários
pasárgados no mundo macro como argumento contra esta relação
trabalho-contribuição faz um péssimo argumento, não só porque a contribuição
seria pequena, como também porque as desigualdades são bem pequenas.
Como já
proposto pelo Ghenov, o investimento monetário (em reais) à Pasárgada não
precisa necessariamente reverter em liras para o doador, caso este não queira.
Ou seja, aquele que contribui para a micronação com reais sem retorno pessoal
estará fortalecendo a economia e, obviamente, a micronação. Este dinheiro, como
proposto pelo Ghenov, pode servir para várias coisas, inclusive para atividades
filantrópicas encabeçadas pela micronação, coisa, por exemplo, que minha Casa
propõe em seu manifesto. Também pode servir para que diminuamos o custeio de
qualquer coisa relacionada à Pasárgada. O Ghenov foi além e propôs uma
associação de micronacionalistas, ou seja, o dinheiro seria depositado na conta
desta associação que, além de pagar para a sustentação de cada micronação,
poderia servir para propagar o micronacionalismo em geral.
Em suma, as
possibilidades são várias e, como tentei deixar claro (favorecendo certamente o
lado da monetarização e conversibilidade, por ser este o menos favorecido)
que a decisão não é tão óbvia quanto parece. Eu, pessoalmente, sou contra a
monetarização, mas agora que parei para pensar e escrever esta mensagem, já não
estou tão certo.
* Publicado originalmente na lista pasargada@yahoogrupos.com.br no dia 29/01/2004
O Leitor Comentou
"Sobre a implantação de um sistema
monetário em Havana, como foi citado no jornal (muito bem feito, alias) anda
parada devido a necessidades prévias maiores.
Precisamos fixar bases, fortalecer leis
e todo o sistema micronacional antes de implementar uma medida tão inovadora e
controvesar como essa.
Em tempo, esta a cargo de um grupo a elaboração, em um futuro próximo, de
um projeto para tais mudanças a fim de ser votado pela população.
Caso haja alguma duvida, fiquem a
vontade em perguntar.
[]'s
João Victor"
(15/3 - na pasargada@yahoogrupos.com.br)
Economia Global
Dirceu diz que modelo
econômico é "perverso", mas prevê crescimento
O ministro-chefe da Casa Civil, José
Dirceu, admitiu nesta segunda-feira que o modelo econômico é
"perverso", mas afirmou que o governo está criando as condições para
obter um crescimento da economia maior do que 3,5% ao ano.
"Se é verdade que o país tem um
modelo econômico perverso, porque exclui, também é verdade que se está
trabalhando para o país retomar o crescimento", disse o ministro a
jornalistas nesta manhã ao chegar a um evento sobre inclusão social e
desenvolvimento em São Paulo.
Dirceu também admitiu que as mudanças
na economia são necessárias, mas que têm que ser feitas sem sobressaltos.
"Nós precisamos ir mudando o
modelo brasileiro. O país tem problemas graves realmente, mas nós não podemos
fazer aventuras nem pacotes, porque o país já passou por milagres, pacotes e o
final sempre foi trágico", disse.
Dirceu considera que o governo está
atuante e rebateu as críticas de imobilismo na economia. Ele afirmou que o
governo tem aprovado vários projetos no Congresso, como por exemplo, as Medidas
Provisórias do setor elétrico e o PPP (Parceria Público-Provada), e que em
breve serão aprovados também outros projetos, como a lei de falências.
O ministro também destacou que, na próxima
semana, o governo envia ao Congresso o projeto que altera o papel das agências
reguladoras.
"Não existe paralisia no governo.
Existem problemas político-administrativos que precisam ser resolvidos",
acrescentou Dirceu, citando como exemplos desses problemas questões como falta
de recursos e as greves como a da Polícia Federal.
Sobre o caso Waldomiro Diniz, seu
ex-assessor parlamentar, Dirceu disse que não está mais incomodado com o caso e
que considera o assunto encerrado.
"Fiquei inconformado por eu não
ter me dado conta do que estava acontecendo, mas este assunto está nas mãos da
Justiça, do Ministério Público e da comissão de sindicância."
Nesta segunda-feira, termina o prazo
dado à comissão de sindicância que apura o caso Waldomiro Diniz no governo.
Ainda não se sabe se o relatório será divulgado ou se a comissão pedirá uma
prorrogação deste prazo.
"Durante 40 dias eu fui
investigado, devassado, e o governo também... Este é um governo que não rouba e
não deixa roubar", acrescentou Dirceu.
Fonte: www.terra.com.br
Painel Econômico
Edição 03 - Ano I
Alvará de funcionamento: Ic/03.003
Editor: Roberto Barreto (robertobarreto77@yahoo.com.br)
Artigos
Raphael Stone Garcia (tsavkko@hotmail.com)
Bernardo de Alvarenga (bernardo.dealvarenga@mail.mcgill.ca)