.:: Tradição Marajoara
::.
República de
Marajó, 21 de Agosto de 2003
Edição 11
.:: Editorial ::.
Este
ex-marajoara representa uma das fases de ressurgimento de marajó após a Grande
Crise, que foi causada pelo Caso Pretória. Ele teve papel fundamental, ao lado
de outros grandes marajoaras ao segurar a nação em pé.
Filipe
já desempenhou tantas funções em Marajó, que até para os historiadores fica
difícl catalogar tudo. Um de seus melhores trabalhos foi à frente da
Chancelaria Marajoara, mantendo o tradicional alto nível desta área em Marajó.
A
República de Marajó fica muito honrada em ter mais este grande
micronacionalista em seu quadro de ex-cidadãos. Cidadãos estes que, com
certeza, continuam tendo orgulho desta micronação tão rica em história e
personalidades marcantes.
.:: Entrevista ::.
Tradição
Marajoara - Olá Filipe, obrigado por colaborar com a revista Tradição
Marajoara. Você esteve em Marajó em que período? E agora, em que
micronação você está?
Filipe
Depardier - Primeiramente
gostaria de dizer que é um prazer e uma gratificação ser entrevistado por um
projeto deste porte que já trouxe e publicou à lusofonia a perspectiva de
vários grandes marajoaras sobre a história daquela micronação. Eu entrei na
República de Marajó bem no início do ano de 2001, quando o caso Pretória
acabava de estourar. Fiquei até julho, quando por questões pessoais tive de
sair da micronação. Voltei no mesmo ano, em outubro, e fiquei até dezembro de
2002. Este período de cidadnia marajoara me deu experiência, que
provavelmente eu não teria em nenhuma outra micronação. Hoje estou na
Comunidade Livre de Pasárgada, desde que saí de Marajó.
TM
- Quais foram os seus cargos ou empreesas mais importantes em Marajó?
FD - No primeiro semestre de 2001
ocupei o primeiro ministério em Marajó, o Ministério da Imigração. Era uma
tarefa difícil, pois o escandalo do caso Pretória afugentava turistas e
postulantes à cidadania marajoara. Me tornei Ministro das Relações Exteriores
pela primeira vez em junho de 2001, e ocupei esta pasta novamente no começo de
2002. Fui ainda Ministro do Trabalho e Integração Social, Ministro da Justiça,
Presidente da OAM (Ordem dos Advogados de Marajó), Presidente da SHM
(Sociedade Histórica Marajoara), Secretário Geral das Relações Exteriores,
Senador da República por dois mandatos, Presidente do Senado ao final de uma
legislatura e, finalmente, de agosto à dezembro de 2002, fui Presidente da
República. Também dirigi empresas como a Tribuna Popular, durante bons meses,
fundei a MD Holding e a Octopos, que chegou a prestar serviços em
Marajó, e hoje presta à Pasárgada.
TM
- Hoje, como você vê Marajó no tempo que você chegou aqui?
FD
- Quando cheguei
a república passava pelo início do que seria o pior período de sua existência,
a chamada Grande Crise, que sucedeu o escandalo do caso Pretória. O fluxo de
imigração era baixo, e os poucos novos cidadãos que se tornavam ativos
desistiam pelos constantes conflitos resultantes do escandalo. O Judiciário e o
Executivo batiam cabeça frequentemente, e o Poder Legislativo estava
paralizado. Foram tempos difíceis. Marajó passava por dificuldades que levaram
à saída de muitos antigos cidadãos, entre eles a própria fundadora, mas a
sociedade conseguiu levantar a república novamente. No governo de Rodolfo
Winotz (gestão responsável pelo "renascimento marajoara") adotou-se o
slogan Phoenix vivis ad aeternum, "A Fênix vive pela eternidade",
porque os cidadãos da época tornaram Marajó realmente uma fênix; do pó a
micronação tomou vida novamente.
TM
- Na sua opinião, como está Marajó hoje emm dia?
FD - Marajó hoje é praticamente
outra micronação. Quando entrei, a república era governada pelos que chamamos
de "velha guarda". Hoje tudo mudou, a política interna mudou, a
política externa mudou, a imagem de Marajó mudou, e da crise ressurgiu uma
grande micronação. A consciência de que devemos trabalhar com aquilo que temos
permeia o governo hoje, demonstrada pela reforma política que foi feita
recentemente, reduzindo o número de ministérios para três, extinguindo-se
cargos, etc. Enfim, Marajó está mais madura.
TM
- Após esse tempo fora de Marajó e com um olhar externo, como
você acredita que Marajó estará daqui a alguns anos?
FD
- Fazer
previsões sobre o futuro do micronacionalismo é dífícil. É um mundo que está em
constante mudança, e num instante, uma situação de glória se transforma em uma
situação de fracassos. Mas posso dizer que, se a sociedade marajoara manter a
maturidade e a perseverança de hoje, o futuro deverá ser glorioso. Ainda,
é preciso fazer uma conscientização de que cada membro da sociedade é
responsável em grande escala pelos ganhos e pelas perdas da micronação; isso é
micronacionalismo.
TM
- Fazendo um Top Histórico Marajoara de toodos os tempos, destaque para nós:
-
03 Pontos Positivos: A proclamação da república, a primeira gestão de Rodolfo Winotz
(no 2º semestre de 2001, que resultou no "renascentismo marajoara") e
a reativação do Senado Federal no final de 2001.
-
03 Pontos Negativos: O caso Pretória (como não poderia deixar de ser), o golpe no
primeiro Presidente da República e os conflitos partidários intensos do segundo
semestre de 2002.
-
03 Personalidades Marajoaras Importantes: Wagner Bacciotti Campodonio,
Bruno Crasnek e Rodolfo Winotz
TM
- Fazendo um "ping-pong" sobre&nnbsp;Filipe Depardier, o que você nos
diria sobre:
1
- Seu melhor momento pessoal: quando assumi a Presidência da República.
2
- Seu pior momento pessoal: as brigas constantes com a oposição durante minha
gestão
3
- Um projeto seu em Marajó, que agradou e deu certo: a re-fundação da FrePASo, no início
de 2001.
4
- Um projeto seu em Marajó, que era bom, e que mereceria ser
reativado: a
reforma legislativa em Marajó, quando iria se abolir toda a vigente legislação
de criar outro ordenamento jurídico.
5 -
Um grande amigo marajoara que nunca mais você o encontrou: Ary Salgueiro Stone
6 - Uma
histórica mancada sua: a articulação contra o então presidente Waldir Rezende
em agosto de 2001.
TM
- Filipe, mais uma vez, muito obrigado pella sua participação. E para finalizar,
que recado você deixaria para todos os leitores do Tradição Marajoara?
FD - Eu é que agradeço. Foi um
prazer colocar meus pontos de vista em uma iniciativa tão valorosa. Gostaria de
colocar que é hora do micronacionalismo lusófono pensar em crescer. Os velhos
modelos de outrora estão no passado, e se um dia quisermos ir adiante,
precisaremos inovar. Quando falo em inovar, falo em aprovaitarmos grandes
iniciativas, mas que requerem coragem por possuirem grande risco. É hora
de tentarmos ser mais profissionais, menos amadores, menos personalistas. De
qualquer forma, algumas micronações já colocaram o primeiro pé neste caminho,
então há esperança, embora fosse muito mais agradevel que todo a lusofonia
pudesse progredir em conjunto.
.:: Tradição Marajoara
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.:: Edição 11
- 21 de Agosto de 2003 ::.
Jornalista Responsável: Wagner Bacciotti
Campodonio
Entrevistado: Filipe Depardier
A revista Tradição Marajoara
foi criada pelo Projeto Tradição, do Ministério do Trabalho e
Integração Social (MTIS) da República de Marajó, desde o governo
2003.1. Com este informativo, visamos homenagear os marajoaras, ou
ex-marajoaras, que já fazem parte de nossa história. E ao mesmo tempo,
levar aos demais marajoaras e micronacionalistas de outras micronações um
melhor conhecimento sobre a pessoa homenageada, e por
consequência, sobre Marajó.