.:: Tradição Marajoara ::.
República de Marajó, 06
de Abril de 2003
Edição 02
.:: Editorial ::.
Voltando recentemente à Marajó, após mais uma de suas saídas, chamadas por ela
mesma de "efeito iô-iô", Caroline Haddad é a nossa entrevistada
de hoje. Uma marajoara apaixonada por sua micronação-natal, e com carinho muito
especial com Jaruara, a cidade onde ela passa a maior parte do seu concorrido
tempo. Admirada por todos, e respeitada por seus posicionamentos coerentes em
momentos de conflitos, esta é uma marajoara que tem muito a nos ensinar e
refletir sobre nossa passado, visando o futuro. Vamos à entrevista! :-)
.:: Entrevista ::.
Tradição
Marajoara/MTIS - Olá Caroline, obrigado por colaborar com o Projeto Tradição
do MTIS. Você está em Marajó desde quando?
Caroline
Haddad - Eu
é que agradeço pela lembrança. Entrei em Marajó em novembro de 1999. Saí em
março/abril de 2001 e retornei em dezembro do mesmo ano. Daí saí em fevereiro
de 2003 e voltei depois de um mês, aproximadamente. É o tal "efeito
iô-iô", vai e volta :)
TM/MTIS
- O que fez com que você resolvesse continnuar em Marajó até os dias atuais,
mesmo tendo que sair algumas vezes?
CH - Acho que foi um sentimento meio
que nacionalista, não sei... Por mais abstrata que seja uma micronação, ela
passa a fazer parte do seu cotidiano, de sua vida, e você acaba se apegando,
como se apega à cidade em que cresceu, à escola que estudou, etc.
TM/MTIS
- Hoje, como você vê Marajó no tempo que vvocê chegou?
CH
- Na
época, Marajó estava em um nível de atividade altíssimo, alucinante, e,
pra mim, foi a uma coisa muito difícil de acompanhar. Imagina você começar a
receber cento e poucas mensagens diárias, sobre assuntos que você não tem nem
noção, e tudo acontecendo em uma velocidade violenta. Foi muito louco. Hoje,
olhando pra trás, eu reconheço que havia sim toda essa atividade, mas era uma
coisa meio que centralizada em algumas pessoas, e era muito difícil,
justamente por toda essa movimentação, conseguir com que os
"marginalizados" (no bom sentido da palavra, por favor!) pudessem
aparecer.
TM/MTIS
- E como você espera que Marajó esteja daqqui a alguns anos?
CH
- Primeiro
de tudo, espero simplesmente que esteja... Porque muitas nações que já
fora grandes um dia, acabaram sumindo do mapa micronacional. Espero que esteja
cada vez maior, mais forte e mais organizada, com novos, e antigos, cidadãos
participando ativamente. Imagino como vai ser a comemoração "10 anos de
Marajó"!
TM/MTIS
- Quais são seus projetos pessoais para o futuro em Marajó? E como e quando
pretende realizá-los?
CH
- Em
primeiro lugar vem o tal Museu da Imprensa, que abrigará, na medida do
possível, todas a edições de todas as publicações que já foram veiculadas em
Marajó. É um projeto pretensioso, mas eu não tenho pressa. Seguindo esse
caminho de registros, eu tenho a intenção de contar a história marajoara de
alguma maneira, seja através de aulas (como já foi tentado corajosamente no
passado), de seminários, listas de discussão, etc. Mas isso vai levar algum
tempo, porque eu tenho uma certa dificuldade em recuperar fatos e detalhes que
aconteceram há muito tempo. Justamente por isso que o Museu da Imprensa está
sendo desenvolvido.
TM/MTIS
- Fazendo um Top Histórico Marajoara de toodos os tempos, destaque para nós:
Que
difícil! Lá vai, listado por ordem cronológica, e não de importância. E mais ou
menos, porque eu sou ruim de memória.
-
03 Pontos Positivos:
* O
Boom populacional de outubro de 98 - Foi por causa dele que Marajó
deixou de ser uma micronaçãozinha p/ se tornar uma das mais importantes no
cenário micronacional.
* Mudança
do sistema político, de Principado para República - Possibilitou uma maior
abertura e participação política por parte da população em geral.
* A revitalização das atividades após o Caso Pretória - Depois de
uma debandada geral, a nação caiu na inatividade. Com a eleição de
Rodolfo Winotz, em meados de 2001, Marajó voltou, renovada, a ter uma atividade
expressiva.
-
03 Pontos Negativos:
* Crise
com Reunião - Rendeu uns bons meses, e nunca teve uma justificativa
plausível. Acredito que era mais um conflito pessoal do que diplomático. Mas,
enfim, não acrescentou nada a Marajó, só criou desvios de atividade.
*
Pretória - Sem comentários. Pelo caso em si, e pelas conseqüências.
*
Eleições - Nenhuma em específico, mas a entidade em geral. Segundo diz a lenda,
quando Pablo Castañeda foi para seu retiro no Tibet, por conta da mudança do
sistema político, ele amaldiçoou eternamente Marajó. Daquele momento em diante,
nunca um processo eletivo seria pacífico e civilizado, sempre haveria de ter
alguns desencontros.
-
03 Personalidades Importantes:
*
Juanita Castañeda
*
Marcus Motta
*
Rodolfo Winotz
TM/MTIS
- Fazendo um "ping-pong" sobre CCaroline Haddad, o que você nos diria
sobre:
1 -
Seu melhor momento pessoal: Ter editado o VíruS, apesar de todo o stress...
2 -
Seu pior momento pessoal: Meus períodos de inatividade, que de vez em quando
pipocam.
3 -
Um projeto seu, que agradou e deu certo: Hahaha, difícil! Não sei, talvez o "Tour
por Marajó", que foi apresentado recentemente na Copa do Mundo. Não deu
100% certo, mas no geral cumpriu sua missão.
4 -
Um projeto seu, que era bom, e que mereceria ser reativado: O tal "Arquivo da
Imprensa", que nem chegou a sair, mas um dia sai.
5 -
Um grande amigo marajoara que já não está mais em Marajó: Vários...
6 - Uma
histórica mancada sua: Ter entrado em Marajó como Advogada!
TM/MTIS
- Caroline, mais uma vez, muito obrigado ppela sua participação. E para
finalizar, que recado você deixaria para todos os leitores do Tradição
Marajoara?
CH
- Eu é que
agradeço a oportunidade. Meu recado é o seguinte: "Reviver o passado é
prever o futuro". Esse Projeto Tradição é excelente nesse sentido,
pois permite que os que não vivenciaram todos esses episódios do passado possam
conhecer um pouco mais, através do olhos de quem já esteve lá.
.:: Tradição Marajoara ::.
.:: Edição 02 - 06
de Abril de 2003 ::.
Jornalista Responsável: Wagner Bacciotti Campodonio (MTIS)
Entrevistada: Caroline Haddad
O Tradição Marajoara é um
informativo veiculado pelo Projeto Tradição, do Ministério do Trabalho e
Integração Social (MTIS) da República de Marajó. Com este informativo,
visamos homenagear os marajoaras que já fazem parte de nossa história, e ao
mesmo tempo levar aos demais marajoaras e micronacionalistas de outras
micronações um melhor conhecimento sobre o o cidadão homenageado, e por
consequência, de Marajó.