HISTÓRIA 

 No princípio do século XVII (1602), D. Pero Fernão D’Urecha introduziu no litoral da Bahia a caça a baleia, tendo em vista o alto custo e escassez do azeite de peixe utilizado na iluminação dos engenhos, ruas, barcos, navios e moradias na europa.
O privilégio da caça de baleias na costa do Brasil foi concedida pelo rei da Espanha, Felipe III e de Portugal, devido nessa época existir a "união peninsular". A concessão para a caça teve um prazo de 10 anos prolongando-se até o ano de 1612.

Em 1612 termina o prazo para caça da baleia, Pero D’Urecha e Julião Miguel, como concessionários da caça à baleia no Brasil, cumprem sua missão, deixando para a gente da terra toda a nova modalidade de pesca, proporcionada por eles e que por fim promoveria certa concorrência em águas do Recôncavo.

As baleias costumavam entrar na baía por volta de julho, a procura das águas quentes dos trópicos para o término da gestação, e aqui permaneciam até meados do mês de novembro, quando retornavam com seus filhotes às águas frias do Pólo Sul.

Aqui foram instalados os primeiros contratos ou armações (locais em que as baleias, após capturadas, eram retalhadas e sua gordura fringida e transformada em óleo) em vários pontos do litoral, a exemplo do Rio Vermelho, Itapuã, Praia do Forte, Itaparica, etc., espalhando-se, mais tarde, ao longo de toda a costa brasileira.
O óleo extraído da gordura das baleias substituiu o azeite de peixe e foi, durante muito tempo, exportado para Europa. Registros históricos dão conta de que, só na Baía de Todos os Santos, eram capturadas cerca de 100 a 200 baleias por ano.
A última baleeira (embarcação utilizada na caça à baleia) acabou-se na Praia do Forte, em Garcia D’ávila, na década de 1940. Algum tempo depois a caça à baleia voltou a surgir na Paraíba, desta vez com embarcações a vapor, e mais tarde, essas embarcações deram espaço aos baleeiros com alta tecnologia e o controle da caça passou ao domínio dos japoneses através da COPESBRA.
Em dezembro de 1987 um projeto-lei foi sancionado pelo então presidente da República José Sarney, proibindo definitivamente a caça à baleia em litoral brasileiro.
Ao se aproximar o ano de 2001, quando a baía de Todos os Santos faz 500 anos de descoberta, o GECET luta pela implantação do museu da baleia em nossa baía.
 

Fonte: GECET

       

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