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Uma UNE do tamanho do Brasil

Plano de Gestão 2005-2007

União Nacional d@s Estudantes

 

 

 

1.       Apresentação

 

Preparar uma nova gestão para a União Nacional dos Estudantes deve ser encarada como uma tarefa desafiadora, levando em conta as conquistas políticas e organizativas da gestão anterior. No período de 2003- 2005 a UNE ampliou a sua influência política, garantindo uma maior participação e intervenção na sociedade organizada e formadora de opinião. Tendo o seu centro na disputa da Reforma Universitária e nas mudanças necessárias para o desenvolvimento nacional, a UNE situou-se como uma entidade de referência na política educacional, além de ter se colocado, através das diversas atividades propostas pela gestão, como um pólo aglutinador da produção universitária e da juventude brasileira. Atividades como as Caravanas da UNE, os CUCAS, o Projeto Rondon, o I Encontro de Mulheres e o próprio CEHOG são exemplos da diversidade política e organizativa que a gestão anterior nos deixa como patrimônio a ser ampliado e melhor explorado no próximo período.

 

Mas também não podemos partir somente das virtudes da gestão anterior. Na explicação da realidade objetiva a ser enfrentada pela nova gestão da UNE, temos que admitir e processar um maior conjunto de elementos para a nossa análise. Precisamos ver a gestão da UNE de outros ângulos, ampliando nossos horizontes organizativos, envolvendo um conjunto maior ainda de "atores" na problematização. Por este motivo, a nossa abordagem deve ser sempre situacional, posicionada no contexto em que será executada, evitando o idealismo, mas bem pelo contrário, atacando o problema antes, durante e depois do momento em que ele ocorre.

 

A nova gestão deverá dar conta da execução das deliberações do 49º Congresso que apontam para a ampliação do compromisso da entidade com a edificação de um país mais democrático e igualitário e para a luta internacional pela autodeterminação dos povos e pela integração latino americana. As atenções se redobram para a garantia da unicidade e da organização da rede do movimento estudantil, sendo a construção do 11º Conselho Nacional de Entidades de Base – CONEB um dos mais importantes momentos desta gestão. A incorporação de novas diretorias de áreas também se apresentam como instrumentos para uma maior intervenção da entidade nos grandes debates que ocorrem na sociedade e no interior das universidades.

 

O Plano tratará dos objetivos políticos e organizativos da gestão, além de apontar as principais tarefas e atividades, facilitando assim a execução por parte da Diretoria, além de possibilitar à rede organizada do ME uma maior intervenção na execução da nova gestão da UNE.

 

Boa luta!

 

 

Diretoria da UNE

Gestão 2005/2007

 

 

 

 

 

2.       Objetivos Estratégicos da Gestão 2005/2007

 

Unificar a ação política da UNE para:

 

2.1. Fortalecer a entidade como referência de opinião nos grandes debates nacionais;

 

2.2. Reafirmar a autonomia, a independência e a força política da UNE;

 

2.3. Enfrentar o neoliberalismo unificando o movimento social e os setores progressistas;

 

2.4. Comemorar os 70 anos da UNE, ampliando e organizando a rede do ME;

 

2.5. Realizar a reforma nas estruturas do movimento (estatutária), administrativa e patrimonial da UNE;

 

2.6. Ampliar, diversificar e fortalecer a rede e os instrumentos de comunicação da UNE.

 

3.       Plano Político

 

3.1. Desenvolver a luta contra o neoliberalismo, fortalecendo o campo das forças progressistas, preparando a intervenção da UNE para o período que antecede as eleições de 2006. É preciso dar conta da articulação das lutas gerais com os outros movimentos sociais, fortalecendo a Coordenação dos Movimentos Sociais - CMS, buscando ampliar a participação política dos estudantes.

3.2. Articular a defesa da universidade brasileira inserida em um projeto nacional como pilar estratégico do desenvolvimento científico e tecnológico. Fortalecer de forma ativa a necessidade imediata da apresentação da reforma universitária. Lutar pela manutenção e ampliação dos direitos dos estudantes em torno da qualidade do ensino, da iniciação científica e profissional e da democratização do acesso e permanência na universidade.

4.       Plano Organizacional

4.1. Ampliar a participação dos estudantes nas atividades da UNE e das demais entidades estudantis. Construir movimento estudantil nas instituições mais novas. Fortalecer a articulação da UNE com o Centros Acadêmicos e com o movimento de área. Interagir mais com os DCEs e as UEEs. Diversificar as atividades do movimento estudantil. Mobilizar a rede do movimento estudantil para o 11º Conselho Nacional de Entidades de Base – CONEB. Realizar o Censo do Movimento Estudantil.

4.2. Impulsionar e qualificar o movimento cultural existente nas universidades através dos Centros Universitários de Cultura e Arte e da 5 ª Bienal da UNE.

4.3. Fortalecer a imagem da UNE entre os estudantes e na sociedade. Ampliar as relações institucionais da UNE com a sociedade civil, com outras entidades, com universidades, com intelectuais, com o parlamento e governos. Dar visibilidade às ações da UNE na universidade e na mídia.

4.4. Combater as idéias de divisão do movimento estudantil e estimular a pluralidade política das entidades gerais e das entidades de base. Preparar uma ampla campanha, através da rede organizada do ME, de construção e organização de entidades estudantis.

5.       Diretoria da UNE

5.1. Fortalecer as reuniões da Diretoria como um espaço deliberativo e politizado, garantindo a pluralidade, mas também a execução das decisões;

5.2. Realizar reuniões dinâmicas, politizadas e que correspondam aos desafios políticos da entidade. As reuniões ordinárias da Diretoria deverão ser no mínimo semestrais e da Executiva serão mensais;

5.3. Garantir e diversificar os instrumentos de comunicação internos da Diretoria;

5.4. Instrumentalizar a Sede da UNE como um espaço de trabalho para a Diretoria e de referência para a rede do ME. Responsabilizar a Executiva da UNE pela manutenção da Sede da Vergueiro em SP;

5.5. Publicizar as decisões da Executiva e da Diretoria através do Boletim Eletrônico, além de fortalecer a lista de discussão da diretoria como um espaço de informação das Diretorias Regionais.

 

6.       Áreas de Trabalho

 

6.1. Políticas Educacionais

 

A UNE deve intensificar a defesa da universidade brasileira como instrumento estratégico para o desenvolvimento nacional. Para isto, o caráter público da educação superior deve ser o centro do debate educacional, combatendo a mercantilização do ensino, a proliferação de instituições que não tenham compromisso com o desenvolvimento do ensino de qualidade e de relevância social. Devemos priorizar a construção de uma plataforma política afirmativa, que envolva tanto medidas emergenciais como estruturais para a educação superior brasileira.

Além disto, a luta permanente pela educação pública, gratuita e de qualidade precisa ser intensificada a partir da rearticulação do Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública, unificando a luta dos estudantes com os docentes e os trabalhadores da educação brasileira, através de uma plataforma política unitária do movimento. Devemos atuar junto ao FNDEP no sentido da construção do VI Congresso Nacional de Educação (CONED) em 2006.

 

6.1.1. Reforma Universitária – intensificar a luta pela reforma exigindo do governo a apresentação do Projeto elaborado com a participação de toda a sociedade organizada; acompanhar as negociações e debates apresentados pelo MEC, articulando no Congresso Nacional a aprovação do conjunto das propostas defendidas pela UNE e aprovadas no 49º Congresso.

 

6.1.2. Financiamento – ampliar a articulação permanente pela ampliação do orçamento público para a educação. Garantir a execução de verbas específicas para a assistência estudantil e para a expansão do ensino e para C&T da rede pública no orçamento de 2006. Articular conjuntamente com FASUBRA, ANDES e ANDIFES medidas orçamentárias que garantam a ampliação das vagas e da qualidade da rede pública federal e combater qualquer tentativa de corte orçamentário nas IES públicas.

 

6.1.3. Democratização do Acesso – articulação permanente pela aprovação do Projeto de Lei da Reserva de Vagas.

 

6.1.4. Ensino Privado – combate permanente a mercantilização do ensino. Intensificar a luta pela regulamentação do ensino privado. Apresentar o Projeto de Lei de Mensalidades da UNE. Lutar pela recuperação do projeto original do Programa Universidade Para Todos – PROUNI, com critérios mais flexíveis para os estudantes e a exigência de maior contrapartida em bolsas por parte da IES privadas. Lutar por um novo sistema de financiamento estudantil para os estudantes da rede privada, conquistando uma nova reformulação do atual FIES, combatendo as altas taxas de juros, bem como as inúmeras exigências contratuais para a aquisição do benefício. Além desse sistema federal, temos que lutar pela aprovação de PLs estaduais criando modalidades de créditos educativos estaduais.

 

6.1.5. Travar o debate educacional sobre a qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão em conjunto com as entidades de base e com as Executivas e Federações de cursos. Por uma política de C&T que coloque a universidade como pólo de desenvolvimento tecnológico estratégico para o projeto nacional, conquistando uma maior ampliação e reajuste das programas de financiamento de pesquisa (PET, PIBIC e programas estaduais).

 

6.1.6. Maior articulação e presença da UNE no CONAES, ampliando os mecanismos de avaliação externa e interna do ensino superior brasileiro através do SINAES. Pelo fim do ranqueamento e da atribuição de conceitos às IES através do ENAD; Construção em conjunto com Executivas e Federações de Curso e entidades do movimento social de educação, do III Seminário de Avaliação Institucional (SAI) em 2006; Organizar a campanha contra os exames de ordem (comissão operativa, composta pela Diretoria de Biomédicas, Diretoria de Políticas Educacionais, ENEV e DENEM).

 

6.1.7. Assistência Estudantil

Construção do Seminário Nacional de Assistência Estudantil;

Criação do GT Assistência Estudantil (composto pelos Diretores da pasta);

Participar ativamente da campanha proposta pela UBES pelo passe escolar   (jornada do dia 22/03)

 

6.1.8. Continuidade do Grupo de Trabalho de Políticas Educacionais da Executiva da UNE (composto por Lúcia, Antônio, Daniele, Maurício e Louise);

 

6.1.9. Que a UNE desenvolva mecanismos de acompanhamento das proposições em tramitação sobre políticas educacionais no Congresso Nacional e nas Assembléias Legislativas, bem como das políticas adotadas pelos Governos em âmbito Estadual e Federal;

 

6.2. Comunicação

 

Fazer da Comunicação um importante instrumento de proliferação das nossas informações, ampliando o diálogo da entidade com a sociedade em geral deverá ser uma tarefa de todos. Para isto, os diretores devem dinamizar a troca de informações em todos os estados para que a Diretoria de Comunicação tenha maior eficiência. Serão nossos objetivos na Comunicação:

 

6.2.1. Garantir a Comunicação da UNE com a sociedade brasileira – as opiniões da UNE precisam ser ouvidas e compreendidas por conjunto maior de pessoas. Para atingir o objetivo de garantir a UNE como a grande interlocutora do estudantes com a sociedade em geral precisamos construir um Projeto de integração do Departamento e dos veículos de Comunicação da UNE (Assessoria de Imprensa, Equipe do Estudantenet, Equipe de Edição da Revista Movimento e da Diretoria de Comunicação).

 

6.2.2. Ampliar a Comunicação da UNE com entidades, lideranças e sociedade civil – promover um maior intercâmbio com a rede do movimento social brasileiro, com o poder público e com personalidades formadoras de opinião através da ampliação e reformulação da Revista Movimento e do Sitio da UNE (Estudantenet).

 

6.2.3. Intensificar a Comunicação da UNE com a rede organizada do ME – ampliar a interlocução da entidade com a rede do ME, garantido canais informativos e receptores de informação. Instrumentos como a Revista Movimento, o Estudantenet precisam ser melhor propagandeados, além da criação do Boletim Eletrônico quinzenal e da Ouvidoria no Sitio e na Sede Política. Estes instrumentos precisam ser mecanismos propagandeadores da Campanha da UNE de construção de Entidades Estudantis.

 

6.2.4. Interagir a Comunicação da UNE com os estudantes – o sitio e o Boletim Eletrônico precisam chegar a um conjunto maior ainda de estudantes. Informações importantes sobre o ME, sobre educação e direitos dos estudantes precisam estar na pauta constante dos veículos de comunicação da UNE.

 

6.2.5. Informar a Diretoria dos fatos e debates diários do ME e da política brasileira – a lista de discussão da Diretoria é um instrumento de informação, de troca de idéias e socializador da pluralidade política da entidade. A sua eficiência é responsabilidade de todos, organizado pela Diretoria de Comunicação.

 

6.3. Relações Internacionais

 

A UNE tem consolidado a sua imagem internacional através de intensa participação no calendário internacional do ME, na rede internacional dos movimentos sociais a partir do FSM, na luta pela autodeterminação dos povos, além da sua intensa participação na organização da OCLAE em nosso continente. Para ampliarmos esta referência devemos:

 

6.3.1. Promover a integração da América Latina – fortalecer a rede de movimentos sociais da AL através da OCLAE do Fórum Social das Américas. A integração com os países da América do Sul deve ser ampliada, unificando o calendário de lutas e por uma política que garanta o intercâmbio cultural entre a juventude latina.

 

6.3.2. Fórum Social Mundial 2006 – realizar uma ampla campanha de mobilização da juventude brasileira para o FSM 2006 em Caracas. Garantir a realização de atividades da UNE em conjunto com a OCLAE que debatam a luta antiimperialista e a educação nos países latinos.

 

6.3.3. OCLAE – fortalecer a entidade no Brasil e ampliar a relação política com a rede da OCLAE. Desenvolver campanhas unificadas em todo o continente.

 

6.4. Cultura

 

A área cultural tem sido um importante instrumento de diversificação e ampliação da relação da UNE com os diversos movimentos que ocorrem no interior da universidade brasileira. A construção da rede de cultura universitária através dos Cucas e a consolidação da Bienal de Cultura da UNE têm sido um importante instrumento amplificador da relação da UNE com um conjunto maior de estudantes. Para esta gestão devemos:

 

6.4.1.  Ampliar a organização dos Cucas – O projeto CUCA conseguiu no último período constituir uma rede de 9 Centros Culturais espalhados pelo país. Faz-se necessário agora alçar este trabalho a um novo patamar, consolidando os Centros Culturais geridos pela rede do ME. A campanha de construção e organização dos Cucas   requer a reedição do guia prático, distribuindo-o nas universidades através da rede da UNE. Para ampliar este trabalho devemos dar um passo adiante, elaborando o Plano de Gestão Cultural do CUCA/UNE, instrumentalizando a área com projetos que garantam a gestão, a organização, o financiamento e a estruturação jurídica da rede cultural da UNE.

 

6.4.2. Consolidação do Circuito Universitário de Cultura e Arte – para dar corpo à iniciativa do Circuito, na última gestão a UNE percorreu, entre os meses de outubro e novembro de 2004, 15 cidades brasileiras com a Caravana Universitária de Cultura e Arte. A caravana cumpriu o objetivo de potencializar o projeto, preparando a articulação e a criação de novos Cucas/Pontos de Cultura em todo o país. Para esta nova gestão o projeto Caravana Cultural deverá ser reeditado em 2006, garantindo assim a ampliação do Circuito. Além disto, através do CUCA VOLTANTE, uma série de Seminários, atividades e campanhas culturais deverão impulsionar o debate cultural nas universidades, ampliando a referência cultural que já um patrimônio da UNE.

 

6.4.3. 5º Bienal de Arte, Ciência e Cultura da UNE – a Bienal da UNE já se constitui no maior evento cultural organizado prioritariamente por jovens no Brasil. A próxima Bienal deverá constituir-se no coroamento do trabalho cultural da UNE, organizada por todos os Cucas do país e servindo para refletir sobre este trabalho, bem como se posicionar sobre as várias questões da cultura brasileira e realizar uma grande mostra do que vem ocorrendo dentro das universidades.

 

7. Projetos da Gestão

 

7.1. Projeto Memória do Movimento Estudantil (CEHOG)

 

O Projeto Memória desenvolvido a partir da última gestão tem ampliado o acervo histórico da UNE. O objetivo de registrar a trajetória e o patrimônio histórico da UNE e dos estudantes brasileiros constitui-se num esforço gigantesco que precisa ser potencializado por toda a rede do ME. Devemos intensificar campanhas de doação de materiais, além de promovermos atividades e seminários que contem a história do movimento estudantil, promovendo em conjunto com historiadores e instituições engajadas atividades de divulgação do trabalho do CEHOG.

 

7.2. Projeto – UNE 70 anos

 

Em 2007 a UNE comemorará 70 anos de sua fundação. Esta gestão deverá dar inicio aos preparativos desta comemoração. Precisamos preparar a marca destes 70 anos, numa grande campanha de reencontro com a nossa história. As atividades terão inicio em agosto de 2006, percorrendo todo o país com atividades comemorativas que reflitam o papel histórico da UNE na luta democrática por um Brasil soberano.

 

7.3 Projeto – ENETERRA

 

            A UNE deve propor e protagonizar a organização do II ENETERRA como espaço de convergência das pautas estudantis e luta pela terra.

 

8. Política de Combate ao racismo, a opressão de gênero e a homofobia

 

8.1. Mulheres – realização do II Encontro de Mulheres da UNE e da campanha pela discriminalização do aborto em conformidade com o calendário do movimento feminista.

 

8.2. Combate ao racismo – realização do I Encontro Nacional de Cotistas e estudantes negros, junto as atividades da Semana da Consciência Negra ( 24 a 26 de novembro de 2006). Formulação de uma cartilha e aprofunde e subsidie o debate de cotas, além de atividades e agendas do movimento negro.

 

8.3. GLBTT – incorporação do III ENUDS no calendário da UNE (12 a 15 de novembro de 2005). Realização da Campanha "Universidade fora do armário". Incorporação no calendário da UNE dos atos contra a homofobia. Fomento aos grupos universitários de GLBTT. Participação da UNE no EBGLT de 8 a 11 de dezembro e das paradas GLBTT em 2006. Organização do I Encontro da UNE pela livre orientação.

 

 

9. Plano Financeiro e Patrimonial

 

A recuperação e preservação patrimonial da UNE, bem como a captação e diversificação dos recursos financeiros deve ser um objetivo de toda a diretoria e será realizada antes, durante e depois das atividades da gestão. As possibilidades de novas parcerias precisam ser ampliadas, garantindo uma maior relação entre o patrimônio histórico da entidade com a rede do ME. Será objetivo imediato desse plano aprovar na Executiva o Orçamento da entidade para o ano de 2006.

 

9.1. Financiamento da UNE – Os diversos esforços para se tentar planejar um orçamento de forma mais séria, foram frustrados pela falta de compreensão coletiva da importância dele ser feito e cumprido e pela máxima de que os "problemas da administração são problemas do tesoureiro" ou seja, a falta de participação dos outros diretores da UNE na solução desse problema. O viés mais grave dessa situação é que essa desorganização administrativa, jurídica e financeira que a UNE passa, vem num momento em que a UNE se coloca num enfrentamento direto contra interesses de grupos poderosos do país. Resolver esse problema é a tarefa mais urgente da UNE, e deve ser feito com apoio profissional para não incorrermos no mesmo erro. O problema é coletivo e deve ser resolvido coletivamente.

 

9.2. Ações

Missão das Tesourarias da UNE - trabalhar para que a UNE possa ter plenas condições de cumprir sua função de bem representar os estudantes e interferir positivamente na vida política do país.

 

9.3. Objetivos das Tesourarias da UNE

·        Tornar a UNE uma entidade plenamente sustentável

·        Ser e parecer transparente para diretores e estudantes

·        Conquistar a posse definitiva da Sede do Rio e de São Paulo

·        Estabelecer parcerias que agreguem benefícios para os estudantes e para a UNE

 

9.4 Constituição de dois Grupos de Trabalho:

GT para a recuperação da sede da Praia do Flamengo: Marvia, André Coutinho, Moises, Gustavo

GT permanente de Finanças: Rovilson, Bruno, Pedro

 

10.   Projetos Especiais

 

10.1. Campanha pela participação dos estudantes no referendo do desarmamento, participando articuladamente do Comitê do SIM, desenvolvendo a caravana do desarmamento em conjunto com as atividades do Comitê.

 

10.2. Ampliar a participação da UNE e dos estudantes no projeto Rondon, instrumento este de relevante iniciativa na diversificação dos projetos de extensão existentes nas universidades e que podem colaborar para o desenvolvimento de regiões mais desprovidas da presença de estrutura pública (saneamento, saúde, educação, cultura, etc.). A atuação da UNE deverá ser feita a partir de uma ampla divulgação nas universidades, aproximando os estudantes da construção do projeto. Realização de uma campanha nacional pela Soberania Nacional (sobre a região amazônica e concessão florestal).

 

10.3. Realizar o Seminário Nacional de Desporto Universitário em conjunto com as entidades estudantis (Executiva Nacional e CA's de Educação Física) e com as associações atléticas existentes nas universidades, além da CBDU e o Ministério dos Esportes.

 

10.4. Realizar o Encontro da UNE da Democratização do Conhecimento e da Inclusão Digital a partir do 2º semestre de 2006. Criação do GT de Inclusão Digital e Software Livre composto pela ENEC e a UNE (Diretoria da C&T, Diretoria de Cultura, Diretoria de Inclusão Digital e um membro da sociedade civil participante do debate de Softwarelivre). Organizar uma cartilha da UNE sobre o tema em conjunto com a ENEC. Realização de plenárias/seminários nas universidades. Realização de audiências públicas (Ministério de C&T, MEC, Microsoft e entidades de Software Livre. Apoiar a realização de cursos de inclusão digital e Software Livre nas universidades. Participar do CONISLI ( 3 a 5 de dezembro de 2005) www.conisli.org.br e do FISL (abril de 2006) www.softwarelivre.org . Realização da Caravana da UNE pela Inclusão Digital e liberdade de conhecimento como preparação ao I Encontro da UNE de Inclusão Digital.

 

10.5. Participar da Conferência Nacional do Meio Ambiente. Criação de espaços de discussão do ME   para o debate ambiental (ocupação sustentada da Amazônia, Protocolo de Kioto, privilegiando num primeiro momento o debate sobre a transposição do Rio São Francisco, com a finalidade de formar a opinião do movimento estudantil sobre o assunto). Realização de um Seminário Nacional sobre questões Ambientais.

 

10.6. Campanha da UNE pela discriminalização do aborto em conformidade com o calendário do Movimento Nacional de Mulheres.

 

10.7. Preparar a intervenção da UNE no Conselho Nacional de Saúde, além da promoção do debate das Diretrizes Curriculares dos cursos de saúde, para a implantação de currículos que efetivem a integralidade em saúde e a formação de profissionais para o SUS. Criação do GT de Saúde da UNE composto pelos seguintes diretores – Rodrigo (Dir. de Biomédicas), Bira, Natalia, Josué e pelo Luis da DENEM. Realização do Seminário de Saúde da UNE em abril ou maio de 2006. Articular a intervenção da UNE no Controle Social (CNS, conferências, etc).

 

7.       Agenda e Cronograma das Atividades da Gestão

 

1º Semestre de 2006

Janeiro

Participação no FSM - Venezuela

 

Preparação do Projeto Rondon 2006

 

Lançamento da Campanha de Construção de Entidades de Base

 

Fevereiro

Lançamento da Campanha pela aprovação do PL das Mensalidades – Calourada 2006

 

Reunião da Executiva

 

Operação Amazônia e Minas do Projeto Rondon – Inicio da Campanha em Defesa da Amazônia

 

Reunião da CNCO do 11º CONEB

 

Março

Coleta de Assinaturas de Apoio ao PL da UNE

 

3/3 – reunião da executiva da UNE

 

8/3 – Dia Mundial de Luta das Mulheres

 

11/3 – Plenária Nacional da CMS – São Paulo

 

18/3 – Dia Mundial de Luta Contra o imperialismo e a Guerra

 

22/03 – Dia Nacional pelo Passe Livre

 

 

23 a 26/3  Forum Mundial de Educação – Nova Iguaçu

 

Abril

06/04 – Credenciamento Nacional do CONEB

 

5 e 6/4 – Ato contra a Reunião do Fórum Econômico de   Davos em São Paulo

 

13 a 16/04 – 11º CONEB da UNE

 

17/4 – Dia de Luta em memória aos 10 anos do Massacre de trabalhadores sem terra em Eldorado dos Carajás

 

19 a 22/4 – Fórum Internacional de Software Livre – Porto Alegre

 

20 a 23/04 – FSB – Recife

 

Maio/Junho

Caravana de Cultura – em defesa da Amazônia

 

1/5 – Dia Mundial de Luta do Trabalhador

 

Lançamento do Selo e da Editora do CUCA

 

Reunião da Diretoria

 

2º Semestre de 2006

Julho

Reunião Anual da SBPC – Encontro de Jovens Cientistas

 

70 anos da UNE (Lançamento na Comemoração dos 69 anos em Agosto)

 

Agosto

Eleições 2006 – propostas da UNE

 

Aniversário de 69 anos da UNE – Lançamento da Campanha dos 70 anos

 

Setembro

Lançamento do CEHOG

 

Outubro

Eleições 2006

 

Lançamento da 5ª Bienal da UNE

 

Novembro

Realização do Encontro Nacional do Estudantes de Combate ao Racismo – Salvador/BA

 

Campanha de Mobilização da Bienal

 

Dezembro

Reunião da Diretoria

 

1º Semestre de 2007 – ano dos 70 anos da UNE

Janeiro

Campanha dos 70 anos da UNE

 

Organização Final da 5ª Bienal

 

Fevereiro

5ª Bienal da UNE

 

2º Encontro Nacional de Mulheres da UNE

 

Março

CONEG

 

Abril

 

 

Maio

 

 

Junho

 

 

Julho

50º Congresso da UNE

 

     

 

 


 

08/02/2006
Debates, informes e aprovações da Executiva da UNE - fevereiro 2006
 

 

Aconteceu nesta terça-feira, dia 7/02, em São Paulo, uma importante reunião da diretoria executiva da UNE e da Comissão Organizadora do 11º CONEB (Conselho Nacional de Entidades de Base), que acontecerá, entre 13 a 16 de abril, em Campinas/SP (Saiba mais sobre o CONEB). Os membros da diretoria discutiram e atualizaram as últimas informações, através de ricos debates sobre conjuntura, movimento estudantil, relações internacionais, campanhas da UNE, calendário de atividades e a apresentação da primeira versão do plano de gestão da entidade.

UNE no Fórum Social Mundial
A participação da UNE no VI Fórum Social Mundial foi destaque da reunião. Cinco diretores da entidade estiveram em Caracas (na Venezuela), que recebeu cerca de 100 mil participantes no FSM. O evento, segundo relato dos diretores, teve um forte apelo antiimperialista. A UNE realizou duas atividades no FSM: um debate sobre a ALCA e um Encontro Internacional de Estudantes, juntamente com a UBES e com a OCLAE. Além disso, o presidente da entidade, Gustavo Petta, e a diretora de relações Internacionais, Lúcia Stumpf, tiveram participação destacada na plenária final da Assembléia Mundial dos Movimentos Sociais e na reunião da Assembléia Mundial, que contou com a presença do presidente da Venezuela, Hugo Chavez.

Pela aprovação do PL da UNE
A executiva também aprovou os próximos passos e as diretrizes para a consolidação da campanha pela aprovação do Projeto de Lei (PL) 6489/06 da UNE contra o aumento das Mensalidades (Veja aqui o texto na íntegra).

A campanha será realizada em três etapas: distribuição de materiais explicando o conteúdo do PL e convocando a mobilização estudantil pela sua aprovação, durante as calouradas, especialmente para estudantes de universidade particulares; confecção e distribuição de um abaixo assinado pela aprovação do PL, que será recolhido durante todo o ano e entregue à Câmara dos Deputados, em momento oportuno da apreciação do Projeto ou no dia 8/11, tradicional dia de luta das particulares; realização de um ato público, durante o CONEB da UNE, contra a entrada do capital externo na educação brasileira e pela aprovação do PL, visando a massificação da campanha, com distribuição de adesivos, camisetas, materiais de agitação etc.

Fortalecimento da Rede do Movimento Estudantil
A reunião ressaltou a importância da realização da campanha de construção e cadastramento de Centros Acadêmicos (CA´s), fundamental para a estruturação efetiva da rede do movimento estudantil brasileiro, desde sua base (CA´s) até a UNE.

Existem hoje no Brasil aproximadamente 19 mil cursos superiores, sendo que, segundo o senso do MEC, cerca de 75% deles teriam seus respectivos Centros Acadêmicos. A UNE não acredita que esse percentual corresponda à verdade e, sim, que tenham sido maquiados por determinadas instituições particulares. Já que é sabido que muitas delas forjam organizações estudantis para obter uma melhor avaliação externa. Por assim dizer, a UNE tem em sua rede (entre cadastrados e participantes de fóruns) cerca de 3 mil CA´s, e iniciou em 2006 uma intensa campanha de construção e cadastramento das entidades de base.

A meta é chegar a 10 mil CA´s até o 50º Congresso da UNE, que acontecerá em meados de 2007. Para isso, a entidade desenvolveu e está distribuindo uma cartilha com todas as informações necessárias (acesse a versão digital), além de uma ficha de cadastramento, que em breve estará disponível no site.

Destaque ao Projeto Rondon
A nova etapa do Projeto Rondon, que acontece até o próximo dia 18/02, na Amazônia, foi destacada como uma atividade de relevância para a entidade. Os diretores responsáveis apresentaram um relato sobre as últimas novidades e sobre a próxima etapa, que será realizada no Vale do Jequitinhonha, ficando decidido que a UNE seguirá na coordenação do Projeto, buscando ampliar e aprimorar sua participação. (Acesse aqui a Cartilha do Rondonista preparado pela UNE).

Executiva aprova Plano de Gestão da UNE
A executiva aprovou e sistematizou o Plano de Gestão, debatido na primeira reunião de diretoria ampliada e apresentou sua formulação final (Veja aqui). No Plano consta, entre outros temas, o calendário de atividades da entidade, em que destacamos:

- Operação Vale do Jequitinhonha do Projeto Rondon – 13 a 22 de fevereiro
- Próxima reunião da diretoria executiva da UNE – 3 de março
- Dia Luta Mulheres – 8 de março
- Plenária Nacional da CMS, em São Paulo – 11 de março
- Dia Mundial de Luta contra a Guerra – 18 de março
- Fórum Mundial de Educação, em Nova Iguaçu/RJ – 23 a 26 de março
- Jornada Nacional de Luta UNE/UBES – Passe Livre – 22 de março
- Fórum Social Brasileiro, em Recife – 20 a 23 de abril

Moções aprovadas pela executiva
A executiva aprovou também diversas moções, que serão disponibilizadas em breve no site. Entre as moções aprovadas estão:

- Moção de apoio à decisão que pode reverter privatização da Vale do Rio Doce;
- Moção de apoio à Emir Sader, que esta sendo processado por Jorge Bonhausen;
- Moção de repúdio à Direção do CESMAC – AL pelos aumentos abusivos praticados;
- TV digital;
- Pela criação de uma Frente Parlamentar contra a revisão constitucional;
- Contra a entrada do capital externo na educação;
- Financiamento da saúde;
- Contra a redução do orçamento da educação;
- Pela inclusão de Eduardo Azeredo no relatório da CPI;
- Apoio ao MST, que tem militantes perseguidos em Pernambuco.

Após a reunião da diretoria executiva, a Comissão de Organização do CONEB fez um relato sobre o andamento dos preparativos para a atividade e das questões estruturais na cidade de Campinas e regulamentou algumas pendências em relação ao regimento. Foi definida também a estrutura de programação (veja aqui), que sofrerá modificações, até sua aprovação final, que acontecerá na próxima reunião da diretoria executiva (em 03/03).

A estrutura da programação está direcionada para debates de construção do programa da UNE para o Brasil, em função das eleições 2006, e para o acúmulo do debate sobre reestruturação dos fóruns da entidade. A Comissão está aberta para receber sugestões de mesas e de nomes de debatedores.

 


 :: Fotos Históricas

 

(01.05.56)
Estudantes usam mesa de ping-pong para impedir o tráfego dos bondes, durante campanha contra o aumento do preço da passagem, no Rio de Janeiro, em maio de 1956.

foto: Arquivo Nacional / Correio da Manhã

 

 

Bombeiros controlam o fogo após incêndio do prédio da União Nacional dos Estudantes (UNE) promovido pela ditadura militar, em 1o de abril de 1964

foto: O Globo

 

 

 

(01.01.67)
Estudantes protestam pelo funcionamento do restaurante universitário Calabouço, em 1967.

foto: Arquivo Nacional / Correio da Manhã

 

 

 

Estudantes velam o corpo de Edson Luís Lima Souto, morto em confronto com a polícia militar durante uma manifestação contra o fechamento do restaurante Calabouço, em 28 de março de 1968, no Rio de Janeiro.

foto: O Globo

 

 

 

(28.03.68)
Estudantes carregam caixão com o corpo de Edson Luís Lima Souto, morto em confronto com a polícia militar em 28 de março de 1968, no Rio de Janeiro.

foto: Arquivo Nacional / Correio da Manhã

 

 

 

(26.06.68)
Manifestantes viram uma Kombi durante a Passeata dos Cem Mil, em 26 de junho de 1968, no Rio de Janeiro.

foto: O Globo

 

(26.06.68)
Estudantes reúnem intelectuais, artistas e religiosos em manifestação contra a ditadura militar que ficou conhecida como a Passeata dos Cem Mil, em 26 de junho de 1968, no Rio de Janeiro.

foto: O Globo

 

 

(04.07.68)
Passeata de estudantes em 4 de julho de 1968, no Rio de Janeiro.

foto: O Globo

 

(04.07.68)
Estudantes em concentração na Cinelândia, no Rio de Janeiro, preparam-se para seguir em passeata contra a ditadura militar, em 4 de julho de 1968.

foto: O Globo

 

 

 

(21.07.68)
Conflito entre estudantes e policiais em 21 de junho de 1968, no Rio de Janeiro.

foto: O Globo

 

 

 

 

(01.08.68)
Confronto entre policiais e estudantes durante manifestação contra a prisão do repórter Humberto Kinjo, em São Paulo, em agosto de 1968.

foto: Arquivo Nacional / Correio da Manhã

 

(21.08.92)
De caras pintadas, estudantes pedem o impeachment do presidente Fernando Collor em manifestação no Rio de Janeiro, em 21 de agosto de 1992.

foto: Guilherme Basto / O Globo

 

(01.04.98)
Estudantes em protesto contra a política educacional do presidente Fernando Henrique Cardoso, no Rio de Janeiro, em 1o de abril de 1998.

foto: Marcelo Sayão / O Globo

 

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Memória do Movimento Estudantil - UNE

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